LULA

Contra o autoritarismo judicial e da Lava Jato: defendemos a liberdade de Lula

Sérgio Moro será o ministro da Justiça de Bolsonaro, recompensado após atuar na manipulação das eleições pelo poder judiciário, prendendo e perseguindo Lula, que era o favorito nas pesquisas de intenção de voto. O autoritarismo judiciário vem sendo um pilar do golpe institucional, para pavimentar os ataques a direitos trabalhistas e sociais como a Reforma da Previdência.

quinta-feira 8 de novembro| Edição do dia

É preciso combater o autoritarismo judicial, que manipulou essas eleições impedindo o povo de votar em quisesse e favorecendo Bolsonaro. Com a desculpa do "combate à corrupção", o objetivo do judiciário é dar continuidade ao golpe institucional que se iniciou em 2016, substituir um esquema de corrupção por outro, aumentando a entrada do capital imperialista sobre estruturas estratégicas da economia nacional (infra-estrutura e o petróleo, por exemplo) e alterar o regime político para torná-lo mais antidemocrático e controlado pelo judiciário e tutelado pelas Forças Armadas, que atuam cada vez mais na política do país.

Além da prisão arbitrária de Lula, Sérgio Moro retirou o sigilo da delação de Palocci contra o PT faltando 6 dias para a votação do 1º turno, em campanha aberta para Bolsonaro. Sua esposa declarou voto em Bolsonaro e depois do resultado comemorou a vitória da violenta extrema direita bolsonarista.

Além da atuação da Operação Lava Jato e de Moro, o TSE vetou sua candidatura; o STF retirou o direito de voto de 3,4 milhões, a maioria no nordeste, com a desculpa do cadastro biométrico; Lula foi proibido até de dar entrevistas, e mesmo de votar no dia do pleito; e nada foi feito contra a onda de Fake News que beneficiou Bolsonaro, muito menos contra o uso de Caixa 2 milionário, que o próprio capitão admitiu.

Moro, que sempre atuou politicamente - grampeando ilegalmente chamadas entre Dilma e Lula e vazando os áudios para facilitar o impeachment, quebrando sigilo de delações, usando os métodos autoritários de condução coercitiva para desmoralizar adversários - , agora foi recompensado pelos serviços prestados e fará parte do governo Bolsonaro, que já se articula para ter conhecidos corruptos na sua base aliada e entre os ministros, além das boas relações com Michel Temer (MDB).

Moro já disse que "tem grande admiração" por Onyx Lorenzoni, que por sua vez admitiu recebimento de caixa 2 da JBS. O juiz, que em 2017 havia afirmado que "caixa 2 é pior que corrupção", agora diz que não há problema porque Onyx "admitiu o erro, pediu desculpas".

É óbvio que a prisão de Lula por Moro foi absolutamente arbitrária, sem qualquer fundamento jurídico e muitos fundamentos políticos: cacifar-se para o STF em 2020 e para candidatar-se à presidência em 2022, abrindo caminho para o capital norte-americano no Brasil.

Contra a prisão arbitrária de Lula

Nós do MRT, que impulsiona o Esquerda Diário, estivemos desde o início contra o golpe institucional e as medidas de sua continuidade. Por isso lutamos contra a prisão arbitrária de Lula, mesmo sem apoiar politicamente o PT. No segundo turno das eleições presidenciais, acompanhamos o voto crítico em Haddad na luta contra Bolsonaro, sem qualquer respaldo à fracassada estratégia eleitoral petista que se mostrou - e mostra - absolutamente impotente para frear Bolsonaro e seus ataques.

Exigimos que as centrais sindicais e entidades estudantis, como a CUT, CTB e UNE, rompam definitivamente com seu imobilismo funcional à estratégia petista, de oposição parlamentar "comportada" a Bolsonaro, e construam assembleias nos locais de trabalho e estudo para construir milhares de comitês de base massivos e colocar a força dos trabalhadores e jovens nas ruas, contra a já anunciada Reforma da Previdência, contra os ataques à educação e contra todas as reformas de Temer, ataques anunciados por Bolsonaro e as medidas do golpe institucional como a prisão de Lula.




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