Economia

LUCROS BANQUEIROS

Caloteiro da Receita Federal, Itaú lucra R$6 bilhões no 2º trimestre

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

O Itaú Unibanco lucrou R$ 6,169 bilhões no 2ª trimestre de 2017. O resultado é 10,65% melhor que o registrado no mesmo período do ano passado. Em comparação com o 1º trimestre desse ano, houve queda de 0,11%.

O lucro do banco no 1º semestre ficou em US$ 12,345 bilhões. Houve aumento de 14,98% em relação ao 1º semestre de 2016.

Em meio à enorme crise de desemprego que afeta milhões no Brasil, os banqueiros seguem lucrando grosseiramente, sem qualquer tipo de oneração com tarifas por parte do governo Temer-Meirelles (o imposto fica por conta da população pagar). Pelo contrário, o Itaú ainda é privilegiado com o direito de não

Em abril, o Carf decidiu que o banco não precisaria pagar um centavo dos R$ 25 bilhões (25 bilhões de reais em dívidas com a União!) referentes ao processo de fusão com o Unibanco. Em entrevista ao Estadão, o magnata presidente do banco Itaú ainda teve tempo - e descaramento - de dizer que o aumento na gasolina era "inevitável".

O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu no dia 10 de abril, por 5 votos a 3, que o Itaú não precisa pagar impostos no processo de fusão com o Unibanco. Isso significa que o governo que quer aprovar a reforma da previdência para "acertar as contas" decidiu não receber R$ 25 bilhões de um banco privado.

Esse privilégio dos banqueiros acontece em troca do desemprego e da miséria dos trabalhadores e de setores amplos da população. Essa verdadeira "bolsa banqueiro" tem de acabar. Da mesma maneira, é necessário terminar com o pagamento da dívida pública, que destina centenas de bilhões de reais do dinheiro público a um punhado de banqueiros, quando não há saúde, transporte, moradia e educação de qualidade para a imensa maioria da população.

A taxação das grandes fortunas, como a da família Setúbal do Itaú, taxar as heranças e impor o aumento de impostos às grandes propriedades dos capitalistas é uma medida urgente para que se diminuam drasticamente os impostos aos trabalhadores, algo que certamente precisamos impor pela luta através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




Tópicos relacionados

Economia nacional   /    Economia

Comentários

Comentar