Economia

DESEMPREGO

Brasil perdeu, até novembro, 540 mil postos de trabalho com carteira assinada

Emprego com carteira recua 4,6%, renda média paga aos trabalhadores cai 8,8% e desemprego entre a juventude apesar de uma leve queda para 18%. Os dados apontam um cenário pessimista para a classe trabalhadora e a juventude. Empresários clamam por estabilidade política para aplicar os ajustes.

quinta-feira 17 de dezembro de 2015| Edição do dia

Foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo

O País registrou um corte de 540 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano, o equivalente a uma queda de 4,6% em novembro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). O trabalho sem carteira também caiu no setor privado, -7,2%, o que significa menos 147 mil empregados.

Em relação ao desemprego, os jovens puxaram a queda da taxa de desemprego. O resultado foi de 7,5% no mês, ante 7,9% em outubro, segundo o IBGE, indicando uma pequena melhora da taxa. A taxa de desemprego para a faixa etária de 18 a 24 anos de idade recuou de 19,5% em outubro para 18% em novembro.

Ao mesmo tempo, os dados apontam para uma queda de 8,8% na renda média paga aos trabalhadores ocupados, que é a maior queda desde dezembro de 2003. Entre os fatores que explicam a queda na renda, está a inflação alta que desvaloriza o salário do trabalhador e os ataques de conjunto da classe como o PPE nas fábricas, não reajuste de salário entre outros.

Do lado dos empresários, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o setor quer pressa em uma decisão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, deflagrado na Câmara. Segundo o presidente da CNI, a confederação não tem um posicionamento sobre a permanência ou não da presidente no cargo.

O que na verdade fica claro, é que a burguesia continua unificada para passar os ajustes. Tanto Dilma quanto Temer, vão cumprir tão bem quanto pedem os empresários as medidas “necessárias” para o favorecimento dos patrões. A CNI não tem um posicionamento sobre o impeachment, mas tem uma posição clara quanto a jogar a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude.




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