Autoritarismo judicial: Toffoli do STF atua com Bolsonaro para acabar com a aposentadoria

O mesmo ministro do STF, Dias Toffoli, que chamou a ditadura militar de 64 de “movimento”, encontrou com Bolsonaro nesta quarta-feira (7) para exigir, junto a Temer e os patrões, a reforma da Previdência e demais ataques aos trabalhadores.

quinta-feira 8 de novembro| Edição do dia

O presidente do STF, o qual parece ter mais afinidades com Bolsonaro do que o saudosismo por figuras da ditadura militar, resolveu adiantar a “conta” para o governo do ex-capitão reacionário. Assim como Moro, Toffoli cobra com pressa os ataques a aposentadoria como agradecimento pela manipulação das eleições pelo judiciário que, garantindo a prisão arbitrária de Lula - o qual se encontrava liderando todas as pesquisas eleitorais -, favoreceu Bolsonaro rumo ao Planalto e aos ataques exigidos pelos capitalistas.

Toffoli, além de fazer coro com os ataques de Temer e de seu sucessor, fez questão de se pronunciar elogiando a aumento absurdo do judiciárioenquanto quer que trabalhemos até morrer.

Bolsonaro que disse que irá procurar Toffoli sempre que preciso, antes de tomar alguma decisão, encontrou reciprocidade do presidente do STF quando a questão é garantir a “harmonia” entre os poderes para atacar os trabalhadores. “Da parte do Supremo Tribunal Federal, estamos abertos a esse diálogo institucional, estabelecer um pacto republicano”, disse. “Relação entre os poderes é de independência, mas temos o dever da harmonia”, declarou Toffoli.

A harmonia que pretende estabelecer o ministro é a de que, para atacar os trabalhadores, todos os poderes se encontram em acordo. Como peça fundamental do golpe institucional, o judiciário fará de tudo para pavimentar o caminho para os ataques mais violentos de Bolsonaro, como continuidade de Temer, com o auxílio da toga.




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