Política

ATO CONTRA BOLSONARO

“As mulheres não podem deixar o PT usar nossa luta para conciliar com os golpistas”, declara Diana Assunção

A candidata a deputada federal em São Paulo, pelo MRT por filiação democrática no PSOL, e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas, Diana Assunção, falou com o Esquerda Diário sobre as manifestações chamadas para o próximo sábado e a política defendida pelo PT.

sexta-feira 28 de setembro| Edição do dia

A candidata a deputada federal pelo MRT em São Paulo e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas, Diana Assunção, falou com o Esquerda Diário sobre as manifestações chamadas para o próximo sábado e a política defendida pelo PT.

O PT vem tentando fazer um pacto de conciliação com os golpistas, para se apresentar como alternativa para a burguesia. Agora a grande estratégia desse partido é fazer com que todo rechaço das mulheres contra Bolsonaro, seja canalizado para uma impotente estratégia eleitoral, onde a hastag #elenão, se torna extremamente funcional pois pressupõe a aceitação de qualquer “mal menor” viável, o que nesse momento significa #HaddadSim. O fortalecimento da extrema-direita seguirá existindo, mesmo num eventual governo Haddad. Uma extrema-direita que defende a ditadura militar e tortura, não se enfrenta no voto. E menos ainda com votos em um suposto "mal menor", que já está dando todos os sinais de que quer governar com apoio dos golpistas reacionários do "centrão" e do PMDB que fizeram parte dos governos passados do PT, e talvez até mesmo com o golpista PSDB. Com essa pré-disposição a pactuar com os golpistas e o mercado financeiro, o PT e Manuela D’Ávila já começam a deixar claro que estarão de joelhos para os juízes, os militares e para a extrema-direita, fazendo os tão necessários ajustes contra a classe trabalhadora para manter os lucros dos capitalistas.

Veja também: As mulheres a frente contra a extrema-direita e o golpismo: por uma saída anticapitalista

Por isso, nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, defendemos a necessidade de que a luta contra a extrema-direita e o golpismo passe por defender uma saída anticapitalista, independente do PT e sua conciliação com os golpistas e os patrões. Chamamos as mulheres que querem seguir a batalha contra este golpe institucional a exigir dos sindicatos e dos movimentos de mulheres a luta por uma proposta de emergência: uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que comece debatendo o não pagamento da dívida pública; a igualdade salarial entre homens e mulheres, negros e brancos e a efetivação de todos os terceirizados sem concurso público; a revogação de todas as reformas do governo golpista de Temer e dos governos anteriores; o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, e todas as nossas demandas. Para impor a vontade da maioria explorada e oprimida do país contra a minoria de parasitas que usa as instituições existentes para pactuar contra os nossos interesses. No capitalismo não existe mal menor para as mulheres, por isso batalhamos por essas ideias na perspectiva de um governo de trabalhadores que exproprie os grandes capitalistas e socialize os meios de produção a serviço das grandes maiorias.

O bloco independente do Pão e Rosas São Paulo vai se concentrar a partir das 14h, na Praça no Largo da Batata na saída Teodoro Sampaio.

Saiba mais: Maíra Machado: “Precisamos de um bloco independente contra Bolsonaro, os golpistas e a conciliação petista”




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