Educação

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Alckmin suspende atribuição de aulas de Educação de Jovens e Adultos

O governo Alckmin, que desde o começo do ano já iniciou um massivo fechamento de salas em todos os ciclos do ensino, agora arquiteta mais um ataque aos professores e alunos da rede estadual.

quarta-feira 29 de julho de 2015| Edição do dia

Nesta terça, estava prevista a distribuição de aulas aos professores do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) - ensino voltado à formação daqueles que não completaram os estudos na idade prevista. Porém, os professores que se dedicam a este ensino, ao chegarem em suas escolas, receberam a notícia de que as atribuições estavam suspensas, sem nenhuma previsão de retomada. Já causou bastante estranhamento e desconfiança enfurecida dos professores, visto que, a princípio, o início das aulas estão previstas para o dia 3 de agosto, próxima segunda.

Marcio Barbio, professor de EJA da zona norte de SP e diretor da Apeoesp pela Oposição Alternativa e militante do Professores pela Base, deu seu depoimento ao Esquerda Diário:

"O Governo do Estado de São Paulo, nas pessoas de Herman e Alckmin, segue sua campanha para destruir a educação pública de nosso estado. Durante os 92 dias de nossa greve, mentiram vergonhosamente sobre os salários, dizendo que tivemos aumento e que em julho divulgaria novo índice de reajuste; pois bem, estamos no dia 28 de julho e o que temos até agora é retundo silêncio.

Depois se recusa a cumprir as determinações do STF, a mais alta corte judicial de nosso país e paga apenas parcialmente os dias da greve, embora como já foi mais que notificado deveria pagar integramente nossos salários.

Agora, estamos diante de mais um ataque. Ontem às 19 horas em comunicado não assinado, quase um bilhete, que nos faria lembrar o lendário Jânio Quadros, famoso por governar por bilhetes, se não fosse pelos erros de português em tal comunicado, fomos avisado que as atribuições da EJA se encontram suspensas, isso faltando menos de uma semana para o início do semestre.

Ao mesmo tempo, Maria Isabel de Azevedo Noronha, a presidenta da APEOESP, se encontra em lugar não sabido e ignorado, nenhuma linha por parte do sindicato.
Exigimos que a direção majoritária do sindicato, Chapa 1- CUT, pare de enrolar e encaminhe a organização e mobilização contra mais esse ataque. Acredito também que as oposições Chapa 2 e 4 devam convocar imediatamente plenárias conjuntas nas regiões
".




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