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Á favor do contágio: Bolsonaro veta obrigação do uso de máscaras no comércio, igrejas e escolas

sexta-feira 3 de julho| Edição do dia

Agindo à favor do contágio massivo pela covid-19, Bolsonaro vetou diversos dispositivos na lei que regulamenta o uso de máscaras durante a pandemia. Dentre estes dispositivos, Bolsonaro vetou a obrigação do uso de máscaras no comércio, escolas e nas Igrejas. Com isso, Bolsonaro agrada sua base evangélica, em especial aqueles pastores negacionistas como Edir Macedo e companhia, e, por outro lado, também auxilia a patronal que não quer pagar os Equipamentos de Proteção Individual.

Com o veto, o governo federal propõe que o uso de máscaras no comércio não seja obrigatório. E com isso, se esta lei se fizer valer em território nacional, quer dizer que a patronal poderia ter um dispositivo legal para usar em favor de não ser obrigada a pagar equipamentos de proteção individual. Isto é o que está por trás da decisão de Bolsonaro: maximizar os lucros, os trabalhadores que paguem por conta própria seus EPIs. Assim é como ocorre, aliás, em grande parte das empresas que usam o trabalho precarizado e informal, em especial no caso dos entregadores de aplicativo - o Breque dos Apps deste dia primeiro tinha, entre suas reivindicações, a exigência que empresas como Ifood, Uber Eats e Rappi, a pagar pelas máscaras e equipamentos de proteção dos trabalhadores da entrega.

Além disso, a não obrigatóriedade do uso de máscaras nas escolas, tendo em vista que em diversos locais está havendo liberação para volta às aulas, é simplesmente criminoso com dezenas de milhares de crianças e com os profissionais da educação, tendo em vista a tendência exponencial de contágio nas salas de aulas lotadas das redes pública e privada. O contágio nas escolas, que não deveriam voltar às aulas quando o Brasil bate recorde de número de mortos, passará imediatamente para as casas já que as crianças, quando saem das escolas, voltam para suas famílias.

Bolsonaro mostra mais uma vez que torce pelo contágio total. O programa de Bolsonaro e Paulo Guedes é bastante claro: que morram o máximo possível de trabalhadores logo, que a pandemia contamine todo mundo logo, e que o capitalismo siga funcionando neste período, com os trabalhadores sofrendo exploração em meio à pandemia, sendo jogados à própria sorte tendo somente um auxílio de R$ 600,00 e olhe lá, auxílio que muitos tem dificuldade de receber.

Enquanto isso, Bolsonaro aumentou o vencimento dos militares, e fechou um acordão com o STF para se segurar em meio às acusações ao seu filho, Flávio e seu funcionário Queiroz que está preso. Um grande acordo para que a patronal siga lucrando. Frente à esta realidade, uma frente "direitos já" aonde cabe desde o PSOL até setores do empresariado como Luciano Huck, o Itaú e o PSDB, passando pelos partidos tradicionais da conciliação de classes - o Partido dos Trabalhadores e o PC do B - se mostram simplesmente como preparação para o entrave no combate à este governo que joga milhões ao contágio da pandemia em nome dos lucros, mantendo a agenda de cortes e privatização de Paulo Guedes.

Leia mais: A esquerda deve se unir na luta de classes, não com golpistas e patrões




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