Juventude

26M no Rio: o movimento estudantil quer entrar em cena!

quinta-feira 26 de março de 2015| Edição do dia

Neste dia 26 de março, cerca de 400 pessoas, entre estudantes e organizações de esquerda, fecharam a Avenida Rio Branco, caminhando da Igreja da Candelária até a Cinelândia.

A manifestação se colocava contra os cortes de orçamento nas Universidades públicas - de mais de 7 bilhões- anunciado por Dilma nas Federais e nas estaduais do Rio por Pezão, que cortou 25% da verba de educação no estado.

O ato contou com um amplo setor de secundaristas do colégio Pedro II e lembrou Edson Luís, estudante secundarista assassinado em 28 de março de 1968 por policiais militares, durante a ditadura, marcando um longo período de mobilizações do movimento estudantil contra o regime militar.

Além dos secundaristas, também foi notável a presença de estudantes da UFRJ e UERJ, nomeadamente estudantes do Alojamento da UFRJ, que vivem em precárias condições de moradia tendo que conviver até com ratos e sofrendo, recentemente, invasões policiais na moradia. Também estudantes do Campus Praia Vermelha que até hoje esperam o restaurante universitário, e estudantes da Filosofia, que neste semestre tiveram suas vagas cortadas pela metade.

Da UERJ, estudantes de Comunicação Social e Serviço Social compareceram protestando contra os cortes de Pezão. "Na UERJ, o protagonismo tem sido através dos Centro Acadêmicos, já que numa Universidade tão precarizada, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) se nega a lutar contra os cortes, uma vez que o partido do qual fazem parte (PT) é aliado ao PMDB do Governador Pezão" diz Carolina Cacau, coordenadora do Centro Acadêmico do Serviço Social (CASS).

Jean Ilg, militante da Juventude às Ruas e estudante de Filosofia, relata que: “a presença destes setores mostra a possibilidade de mobilização dos estudantes, e que as entidades estudantis devem se colocar na perspectiva de organização de um movimento amplo dos estudantes, com fóruns e assembleias para todos participarem, na perspectiva de atos maiores que canalizem o questionamento a estes cortes dos governos estadual e federal que afetam diretamente a juventude e os trabalhadores.

O movimento estudantil pode e deve, ao lado dos trabalhadores, levantar novamente os questionamentos de junho, contra esta casta de políticos que governam e aplicam ajustes a mando dos ricos e por isso vivem como faraós enquanto a juventude e os trabalhadores pagam




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