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Vila Olímpica do Complexo do Alemão sofre com abandono da prefeitura

A Vila Olímpica inaugurada em 2002 capacita as pessoas através do esporte e de atividades físicas, realizando inclusive, atendimento a pessoas com deficiência (PCD), vítimas de acidentes e AVC está abandonada pela prefeitura.

sexta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Com o início do governo de Crivela do PRB, o que já estava ruim para os moradores do Complexo do Alemão ficou ainda pior, pois a Vila Olímpica, uma das poucas coisas que trazem maior qualidade de vida para os moradores, que vivem em meio a uma guerra que não declararam, está abandonada pelo prefeito Bispo.

A Vila foi inaugurada em 2002, assim e abriga no seu cotidiano uma equipe voltada para o atendimento de pessoas com deficiência (PCD), vítimas de acidentes e AVC capacitando as pessoas através do esporte e de atividades físicas, assim como o atendimento a pessoas sem deficiência e um grande número de crianças que tem ali um espaço de convivência transformador das suas realidades. Danças, capoeira, natação, futsal, atletismo, hidroginástica, recreação, etc.... Existem várias modalidades de esporte e lazer para pessoas com e sem deficiência que sofrem com esse abandono da prefeitura. Isso afeta a todos os usuários da vila. Por exemplo, a falta de equipamentos de natação como “macarrão”, pranchas e boias afetam alunos com e sem deficiência de maneira igual.

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Todas as da cidade sofrem com redução de quadros de funcionários terceirizados da limpeza e segurança, de estagiários e professores, com risco de extinção do cargo de Coordenador de PDC transformando em dupla função para os professores. Tal função é fundamental para avaliação das pessoas que chegam a vila e para organizar o trabalho que é complexo, além da precarização de equipamentos manutenção e com depredações por conta do abandono da prefeitura e falta de pessoal.

Segundo informações de pais e apoiadores do projeto, antes do início do governo de Eduardo Paes do PMDB em 2009, o projeto de atendimento a PCD funcionava sem maiores problemas e foi gradualmente ampliando o número de atendimentos, mas a partir dessa data começou a sofrer com cortes de verbas e de pessoal, afetando a manutenção do projeto. Ainda assim, os trabalhadores, que são terceirizados e estagiários, mantiveram os atendimentos que chegam a mais de 100 pessoas por vila com idades de 0 a 90 anos, com problemas diversos como sequelas de AVC, autismo, paralisias e etc.

Após o início da gestão Crivela, a situação piorou muito, com mais cortes de verbas, redução ainda maior da equipe e recentemente a vila do complexo teve que interromper o tratamento por conta da falta de energia, deixando pacientes, pais e familiares sem nenhum amparo. O que causa um grande sofrimento também nas pessoas que fazem o atendimento, pois todos sabem que interromper abruptamente o tratamento das pessoas com deficiência causa retrocessos graves na saúde delas.

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Outra denúncia grave é sobre um Centro de referência a pessoas com deficiência inaugurado em março de 2017 na localidade do Mato alto, mas sem nenhum equipamento (Vila Olímpica do Mato Alto). Lá, segundo o projeto, deveria ter uma estrutura ainda maior com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, que sem equipamentos, caso tivessem todos os profissionais, não poderiam fazer muito pela população do local.

A OS (Organização Social) responsável pela administração das vilas e contratação de funcionários é a MCS (Movimento cultural Social) que fica na vila da penha e iniciou o trabalho no governo Crivella com uma licitação questionada pelas pessoas envolvidas no projeto. A MCS já foi questionada várias vezes pelos moradores e funcionários e sempre diz que os problemas são de responsabilidade da prefeitura, que por sua vez empurra a culpa para OS. É preciso investigar esses contratos que assim que feitos trazem precarização imediata.

O movimento Voz da comunidade, que está na linha de frente do enfrentamento aos abandonos da prefeitura e ataques da polícia, publicou o seguinte texto pedindo ajuda para pressionar a empresa de energia LIGTH para irem até uma das Vilas, a do Grotão, fazer os reparos necessários para que se possa voltar os atendimentos.

“Vila Olímpica do Complexo do Alemão está pedindo ajuda aos alunos pra ligarem para a light devido à demora do conserto da energia elétrica.
A Vila Olímpica está desde sexta-feira (03/11) sem energia e prejudicando todas as atividades do espaço. Se você quiser dar uma força, ligue para light (0800 021 0196), solicitando um reparo na rede elétrica. Endereço da Vila: Estrada do Itararé, 460 - Ramos. CEP: 21061240 -

Código de instalação é: 400272116"

É preciso atacar essa política de precarização aplicada por Crivella a todos os setores do município e que vem transformando a saúde do Rio em um verdadeiro caos, fechando clínicas da família e abandonando centros de referência em tratamentos de doenças, que basicamente atendem a população mais pobre. É preciso que a prefeitura volte a repassar imediatamente as verbas necessárias para manutenção das vilas e das clínicas da família e acabe com o controle das OSs. O controle deve estar nas mãos dos usuários e trabalhadores das unidades, que por sua vez devem ser encorpados ao quadro de funcionários da prefeitura, para que possam ter estabilidade e tranquilidade ao exercer um trabalho de tamanha importância.

Fonte das Fotos: FcBarcelona Twitter, R7, Voz das Comunidades




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