GOVERNO

Vazamento leva a demissão do Ministro da Comunicação

Passada pouco mais de uma semana depois do vazamento de documento interno à Secretaria da Comunicação Social (Secom), o ministro Thomas Traumann (Comunicação Social) pediu demissão do cargo nesta quarta-feira.

quinta-feira 26 de março de 2015| Edição do dia

A demissão foi anunciada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República no mesmo dia.

O documento, de responsabilidade de Traumann, fala de de um "caos político" no país e critica a comunicação do governo com o público. Conclui indicando a necessidade de maiores investimentos em propaganda governamental em São Paulo.

A nota da Presidenta Dilma se refere aos três anos em que Traumann foi porta voz da presidência, de 2011 a 2014, e ao pouco mais de um ano em que foi ministro, de fevereiro de 2014 até agora. Diz que o ex-ministro foi dedicado, leal e competente no exercício de seus serviços ao governo.

Traumann é o terceiro ministro, depois de Cid Gomes (Educação) e Marcelo Neri (Secretaria de Assuntos Estratégicos), a deixar o governo nos poucos meses que se iniciou o segundo mandato de Dilma.

A saída do ministro era esperada após as declarações vazadas no documento, que deram mais poder de fogo para a oposição contra a presidência e uma situação favorável para que comissões da câmara e do senado aprovassem pedido de explicações do ministro aos parlamentares.

Dilma chegou a dizer que faria "alterações pontuais", mas que não ocorreria uma "reforma ministerial".

No entanto, o importante papel da Secretaria de Comunicação Social - que gerencia a relação do governo com a opinião pública, através de estratégias de marketing, da imprensa escrita, do facebook, do twitter, Instagram, Vine - dá mostras das importantes dificuldades políticas pelas quais passa o governo e suas relações com opositores e aliados em um contexto de questionamento popular aos partidos do regime.




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