Educação

CORTES NAS UNIVERSIDADES

UFMG contra os cortes: estudantes e professores apoiam a campanha

A campanha foi lançada pela Juventude Faísca em reuniões e assembleias do movimento estudantil e nas salas de aula e já chegou na Fafich, ICB, EBA, EAD, FaE e no Icex. Confira tudo pelo Esquerda Diário!

segunda-feira 11 de setembro| Edição do dia

Foi lançada na última semana a campanha "UFMG contra os cortes: a educação vale mais que os lucros deles", impulsionada pela Juventude Faísca e pelo Esquerda Diário, que tem recebido apoio de estudantes e professores na universidade.

Divulgada em prédios como FAFICH, ICB, EBA, EAD, FaE e Icex, a campanha tem como objetivo denunciar os ataques de Temer à educação e a conivência da reitoria, que se propõe a gerir, na UFMG, a grande crise que atinge as universidades brasileiras e as coloca como alvo das privatizações.


Foto: estudantes de Jornalismo

A campanha vem sendo divulgada em espaços de reuniões do movimento estudantil como reuniões e assembleias e também nas salas de aula.

Em uma assembleia de graduandos e pós-graduandos a campanha foi apresentada e teve apoio dos presentes:

Flávia Valle, professora da rede estadual de Minas Gerais e ex-candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em Contagem esteve na UFMG em apoio à campanha:

A universidade também está cheia de cartazes em mais de uma dezena de prédios com os cartazes da campanha:

Nesse momento em que os cortes de Temer são sentidos na UFMG principalmente pelos estudantes, que sofrem com a suspensão ou falta de bolsas, com a assistência estudantil insuficiente e com a insegurança no campus, e pelos trabalhadores terceirizados, que são os primeiros a serem demitidos e atingidos pela retirada de direitos, as ideias anticapitalistas e revolucionárias para as universidades apresentadas pela campanha tem sido bem recebidas.

A descarga da crise sobre as camadas menos favorecidas da comunidade universitária se deve a uma combinação entre os cortes e a estrutura antidemocrática e classista das universidades.

A oposição ao governo de Temer e todos os ataques à educação que beneficiam grandes empresários como Rodrigo Galindo da Kroton (dono do maior monopólio da educação do mundo, erguido ao longo dos governos de Lula e Dilma), deve ser feita sem nenhuma conciliação com os interesses de empresários e capitalistas como aposta o PT.

Por isso que não é possível gerir a crise como se propõe a reitoria sem descarregar a crise sobre os estudantes e os trabalhadores. "Gerir a crise" significa escolher manter os altos salários nos cargos do reitorado e permitir que empresas privadas continuem a lucrar com a terceirização e às custas dos direitos dos trabalhadores, com a assistência estudantil, como faz a FUMP, ou com o conhecimento produzido na UFMG, que deveria estar a serviço dos trabalhadores.

É preciso lutar para barrar os ataques, mas também para transformar pela raiz as universidades. Só a aliança com os trabalhadores contra os cortes, as privatizações e as reformas de Temer, retomando o caminho da greve geral, será capaz de responder ao problema da crise nas universidades.




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