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Trabalhadores em diversos locais do mundo vão às ruas nesse 1º de maio

Hong Kong, Itália, França, Alemanha, Brasil, Grécia, Argentina, Turquia, Indonésia, Chile... Trabalhadores de diversos locais do mundo vão às ruas neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Em um cenário que chega ao 11º ano da abertura da crise capitalista, ofensiva de nacionalismos econômicos e ofensiva da extrema-direita, os trabalhadores mantêm a tradição de ir às ruas no Dia do Trabalhador e levantar reivindicações.

quarta-feira 1º de maio| Edição do dia

Trabalhadores vão às ruas em diversos locais do mundo um dia após escalada em tentativa de golpe imperialista na Venezuela.

Ontem, na Argentina, ao fim de uma paralisação nacional que contou com a participação de diversas categorias trabalhistas, a FIT, sigla em espanhol da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, frente que o PTS (partido argentino "irmão" do MRT brasileiro, que impulsiona o Esquerda Diário) integra, realizou um grande ato com a presença de Nicolás del Caño, Myriam Bregman, Christian Castillo e também outras figuras do PO. A manifestação que contou com a presença de milhares de trabalhadores, mulheres, jovens estudantes e trabalhadores também levantou a necessidade de construir uma luta que construa uma verdadeira greve geral política que permita derrotar o FMI, o governo Macri e todos os governadores.

Na França, hoje, milhares também saíram às ruas em algumas cidades como Nantes, Lyon, Bordeaux , Marseille e Montpellier contra o governo Macron, inflamados pelo espírito ainda aceso dos coletes amarelos.

O governo respondeu às manifestações com a típica repressão que usou em diversas vezes contra os coletes amarelos, tentando intimidar milhares pelo medo.

Manifestantes marcham para marcar o 1º de maio em Hong Kong. Trabalhadores da construção civil, motoristas de ônibus, autônomos e trabalhadores domésticos das Filipinas e Indonésia participaram da marcha na cidade.

Também foram às ruas nesta manhã trabalhadores na Grécia, que paralisaram serviços de transporte como ferrovias e balsas.

Manifestantes são presos durante protesto de 1º de maio em Istambul, na Turquia. A polícia reprimiu os manifestantes que tentaram ir em direção à simbólica praça Taksim.

No Brasil também já se articula manifestação convocada em unidade pelas centrais sindicais, no marco do governo Bolsonaro, com a participação de milhares de trabalhadores. Em São Paulo, o MRT participa levantando repúdio à nova tentativa de golpe imperialista na Venezuela, sem apoiar Maduro. Também em São Paulo ganha destaque a participação dos metroviários com coletes vermelhos contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro.

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Turin, na Itália, durante protestos.

Na Rússia, a polícia também reprime.

Na indonésia, também milhares saem às ruas.

Essas manifestações de trabalhadores, um dia após nova tentativa de golpe imperialista na Venezuela, mostram que os processos históricos seguem em aberto, contrariando os prognósticos de "fim da história". É preciso repudiar a ofensiva golpista de Trump e Guaidó sobre o nosso país vizinho, sem oferecer nenhum apoio político ao governo de Maduro.

Os trabalhadores precisam de uma saída com independência de classe. O dia de hoje mostra que a nossa classe, ao redor do mundo todo, mesmo após mais de 30 anos sem vitoriosos processos revolucionários protagonizados por trabalhadores, em uma situação internacional como a atual, de ofensiva da direita e do imperialismo, com os planos de ataques aos direitos elementares, não abandonou a tradição de sair às ruas no dia de hoje, e relembram que a nossa classe tem tradição e métodos históricos de reivindicações.

Os processos de crise política e econômico, inclusive nos principais centros do mundo, voltam a colocar o espectro da luta de classes no horizonte, como vemos com os coletes amarelos na França que se enfrentam com o governo Macri e a polícia há 24 finais de semana consecutivos, e também como vemos na luta das massas na Argélia e no Sudão.

A classe operária é internacional. É preciso resgatar sua perspectiva independente, socialista e revolucionária.




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