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DESEMPREGO NA PANDEMIA

Com governo Bolsonaro, Brasil atinge taxa de desemprego recorde de 14,6%, de acordo com IBGE

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,6% no terceiro trimestre, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa desde 2012. A população desocupada atingiu 14,092 milhões no período.

sexta-feira 27 de novembro de 2020| Edição do dia

Imagem: Eduardo Frazão/Exame

Os dados de desemprego no Brasil só aumentam e são alarmantes. No terceiro trimestre de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,8%. E no trimestre móvel até agosto de 2020, a taxa de desocupação estava em 14,4%. Conforme divulgado hoje (27), essa taxa no terceiro trimestre ficou em 14,6%, com a massa de renda real habitual paga aos ocupados somando R$ 205,3 bilhões, queda de 4,9% ante igual período do ano anterior.

Conforme abordamos nesta outra matéria, um estudo realizado pelo economista da FGV Marcelo Neri mostra que pretos e pardos foram os mais atingidos pelo desemprego. Foram os que mais receberam o auxílio emergencial e os que mais estão em situação vulnerável com a redução dos salários e a redução da carga horária de trabalho, através do Programa de Preservação de Emprego e Renda, a famigerada MP 936. Essa situação apenas escancara em números a realidade que já é vivida pela maioria da população, que o machismo e o racismo são ferramentas utilizadas pela burguesia para manter os lucros capitalistas, uma vez que os mais afetados são as mulheres e negros com histórico índice de desemprego, exploração e miséria.

Mesmo frente a todos estes dados absurdos colocados, mostrando que só tende a aumentar ainda mais a fome no Brasil, quando perguntado sobre a prorrogação do auxílio-emergencial, Bolsonaro debocha respondendo “Pergunta para o vírus” e Paulo Guedes já afirmou que "Não haverá prorrogação do auxílio emergencial", afirmando cinicamente que a pandemia está "cedendo" e a economia "está voltando forte".

Bolsonaro e Guedes, em conluio com o centrão e todos os golpistas, preferem garantir o pagamento da ilegal e fraudulenta dívida pública, uma “bolsa-banqueiro” que enriquece especuladores internacionais que saqueiam o país e as suas riquezas com suor dos trabalhadores. Enquanto isso, empresários seguem demitindo e rebaixando salários, com a conivência do Estado, que não aplica nenhuma medida contundente contra isso, como a proibição dessas demissões.

Combater a crise econômica para os trabalhadores, em países como o Brasil, significa não só diminuir o desemprego, é necessário defender os principais setores produtivos da indústria, que os trabalhadores assumam o combate à pandemia para que o melhor da tecnologia e da capacidade produtiva estejam a favor de garantir que mais nenhum brasileiro morra desse vírus. Para combater a pandemia, a crise ambiental e social é necessária uma articulação dos trabalhadores para construir uma forte luta que imponha uma assembleia constituinte livre e soberana, na qual se possa revogar todas as reformas antipopulares e batalhar por um plano coordenado que envolva obras públicas, serviços de saúde, recuperação ambiental e maquinário, com trabalho digno para todos.

Com informações da Agência Estado




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