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Reunião de conciliação da GM termina com layoff e PDV

sábado 22 de agosto de 2015| Edição do dia

Nesta sexta-feira (21/08) a tarde, aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, a reunião de conciliação do conflito entre trabalhadores e a General Motors (GM). Os trabalhadores da GM estão em greve contra as demissões na empresa, e reivindicavam a imediata readmissão dos demitidos, chegando a paralisar 100% das atividades da fabrica. A reunião que durou mais de três horas, foi acompanhada por cerca de 70 trabalhadores e familiares, a maioria desses faz parte do contingente de 798 demitidos arbitrariamente pela empresa.
Trata-se de um importante conflito operário hoje no país, que vem de um histórico de lutas contra as demissões. Os trabalhadores se mostram com grande combatividade e espirito de luta, além de recentemente terem recebido o apoio dos operários da Volkswagen que também entrou em greve.
Estavam presentes pelo Sindicato dos Metalúrgicos de SJC (CSP Conlutas) o seu presidente Macapá, Mancha, Toninho e o advogado Neto. Enquanto a empresa dispunha de 6 advogados.
Tendo como justificativa a crise financeira, a GM expôs que o número de demissões seria correspondente a quantidade de trabalhadores excedentes em seu quadro. Como primeira medida conciliatória, o sindicato propôs que as demissões fossem revertidas e como solução ao quadro de funcionários inflado se abrisse o processo de Layoff ao montante demitido, a proposta que foi aceita pela empresa foi modificada ao longo da reunião para que se chegasse em um acordo.
A proposta chegada em comum acordo pela empresa e sindicato se fecha com layoff de cinco meses aos trabalhadores atualmente demitidos, sem estabilidade no retorno ao trabalho. Ou seja, os trabalhadores foram reintegrados a princípio, mas nada está garantido após o fim do layoff. Os dias de greve serão metade pagos pela empresa e metade repostos pelos trabalhadores em horas de trabalho. Será aberto aos trabalhadores o Programa de Demissão Voluntária (PDV) com a remuneração de 4 salários nominais.
Outro elemento interessante da reunião foi expresso na fala da promotora do processo, segundo ela era um absurdo a empresa não estar disposta a flexibilizar suas propostas de conciliação, pois era a primeira vez que via o sindicato abrir mão da estabilidade pós-layoff para que fosse negociado o pagamento dos dias parados. Alguns trabalhadores durante as negociações expressavam insatisfação. Trata-se de um acordo inferior aos últimos acordados anteriormente em conflitos semelhantes nos quais era garantido a estabilidade no emprego.
As propostas serão apresentadas e votadas pelos trabalhadores da GM em assembleia geral na segunda-feira, 24/08, até lá continua em aberto o futuro da greve dos trabalhadores da GM.




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