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Reitoria da UFRN diz que não vai pagar bolsas de apoio técnico e extensão se RU não ficar pronto até novembro

Nessa terça-feira, 15, ocorreu um ato na reitoria da UFRN exigindo o pagamento dos auxílios alimentação dos residentes e bolsistas, que sofre atrasos e deixa estudantes sem condições de se alimentar. A partir da chegada de um bloco de estudantes da pedagogia, ocorreu uma agitação com cerca de 80 estudantes, exigindo a presença do representante da PROAE (Pro-Reitoria de Assuntos Estudantis).

quarta-feira 16 de outubro| Edição do dia

Foto: DCE - UFRN

A agitação dos estudantes conseguiu que o pró-reitor, Edmilson Lopes, se reunisse com estudantes, que pediram esclarecimentos sobre a situação dos auxílios e do RU. Desde que a “reforma” do RU começou, a reitoria se comprometeu a pagar um valor que não passa dos R$ 392 para os contemplados com mais de uma bolsa. Porém, a reforma não tem previsão para acabar, e a cada mês há significativos atrasos.

Nessa conversa, Edmilson revelou aos estudantes alguns enormes problemas. Desde que foram cortadas milhares de bolsas de iniciação científica e extensão por parte da CNPq, a mando do MEC, segundo Edmilson a universidade vem custeando a bolsa dos estudantes afetados. No entanto, informou que essas bolsas serão finalmente cortadas se a reforma no RU se estender para além do próximo mês de novembro. Alegou que, para seguir pagando os auxílios dos estudantes, outros deverão perder suas bolsas de apoio técnico e extensão.

Além disso, informou que o atraso desses meses foi ocasionado em virtude de uma portaria do MEC que obriga a PROAE a informar os CPF dos alunos e de seus responsáveis via sistema (SIPAC). Como toda a universidade está fazendo isso ao mesmo tempo, o sistema está lento e dificulta os cadastramentos. Outro fato é quanto aos cortes feitos pelo MEC, que fizeram com que a UFRN precisasse "movimentar" verbas de umas rubricas para pagar a reforma do RU (que ocorreu por força de um TAC - Termo de Ajuste de Conduta - imposto pelo MP em função das condições do RU).

Em seguida os estudantes se reuniram e debateram medidas para organizar uma resposta dos estudantes a situação da universidade e ao Future-se. Decidiram por convocar uma Assembleia Geral Estudantil para o dia 23.10 (quarta-feira) às 16h em um espaço localizado entre o setor 3 e 4 próximo ao novo RU. Essa assembleia será debatida em reunião de Centros Acadêmicos para dialogar sobre a mobilização e construção do espaço que será amanhã (17). Além disso, a UEE garantiu passagem de carro de som anunciando a assembleia e impressão de panfletos.

Nós da Faísca UFRN defendemos que não podemos confiar nas promessas da reitoria, que prometeu garantir a alimentação dos estudantes e o emprego desses trabalhadores e apenas nos enganou. Devemos confiar apenas na força da nossa auto-organização junto aos trabalhadores efetivos e terceirizados, que não pode separar a luta pelo RU e por permanência digna da necessidade de disputar a estrutura de poder dessa universidade.

Defendemos a abertura de contas da UFRN para que os estudantes, funcionários e professores possam se organizar para decidir como organizar a universidade, tomando como primeira medida o fim dos super-salários dos altos cargos da reitoria e da burocracia acadêmica. Defendemos também a readmissão imediata dos 70 trabalhadores do RU. Não é possível que a reitoria simplesmente decida tirar direito de alguns estudantes para garantir a de outros! Se é isso que está colocado, que os estudantes decidam, junto aos funcionários e professores, em um espaço auto-organizado de deliberação.

Esta luta não pode estar separada da necessidade de unificar o movimento estudantil nacionalmente para barrar o Future-se e os cortes de Weintraub, por isso é urgente debatermos em assembleia o chamado da UFSC a uma greve nacional na educação.

O DCE está com a gestão momentaneamente dissolvida pelo começo do processo eleitoral, mas remarcamos a exigência às correntes que estavam em sua gestão até sexta passada e são as mesmas que compõe a majoritária da UNE, PT (Kizomba e Paratodxs), UJS e Levante Popular da Juventude, que respeitem as deliberações estudantis e coloquem seus aparatos à serviço de garanti-las. Não podemos confiar em quem quer esperar as próximas eleições e negocia com nossos direitos como fazem os governadores do Nordeste, precisamos tomar o rumo da luta e das nossas entidades nas nossas próprias mãos.

Convidamos a todes à seção do grupo de estudos Armas da Crítica sobre Feminismo e Marxismo:




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