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REFORMA TRABALHISTA

Reforma trabalhista demite mais do que contrata e reduz salário

No mês de novembro no qual começou a ser aplicada a Reforma Trabalhista, o Brasil registrou um saldo negativo de 12,3 mil vagas de trabalho.

terça-feira 2 de janeiro| Edição do dia

A demagogia neoliberal mais uma vez cai por terra, quando diziam que flexibilizar ainda mais as leis trabalhista aumentariam os postos de trabalho. Nem mesmo o esperado mês de novembro, onde o comércio tende a contratar mais trabalhadores, pôde conter as demissões. Foram 1.124.090 demissões contra 1.111.789 admissões. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados dia 27/12.

Outro apontamento disponível pelo Caged é fruto direto da reforma. Em novembro o salário médio de admissão no país foi de R$ 1.470,08 enquanto o salário médio de demissão foi de 1.675,58. Mostra da precarização do trabalho resultado da reforma.

De todos os setores do mercado do trabalho o Comércio foi o único a registrar um número positivo (68.902 vagas). Outros setores tiveram grande queda, como Indústria de transformação (-29.006 vagas), Agricultura (-21.761), Construção civil (-22.826 vagas).

O ministro do Trabalho do governo golpista de Temer, Ronaldo Nogueira, afirmou que "isso não significa uma interrupção do processo de retomada do crescimento do país", reduzindo apenas em palavras o efeito devastador que a reforma tem na vida da classe trabalhadora. Ainda complementou que "os resultados que a reforma trabalhista tratá serão colhidos em 2018", apontando para um ano com o aumento do trabalho intermitente, demissões e redução de salário.




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