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Presidente da Apeoesp desmoraliza ato em Brasília para se reeleger

Em nota publicada hoje, Bebel – presidente da APEOESP – declarou que não adiará as eleições do sindicato, marcadas para o próximo dia 25, somente um dia depois da ocupação de Brasília, que está sendo convocada pelas centrais sindicais e encabeçada pela CUT

quinta-feira 11 de maio de 2017| Edição do dia

A Chapa 3 – Oposição Unificada, tem travado uma batalha com a direção da APEOESP para que as eleições sejam adiadas, permitindo assim que o conjunto do professorado paulista seja ativo na ocupação de Brasília e coloque todo seu peso na luta contra os ataques do governo golpista de Michel Temer, que quer com suas reformas atacar o conjunto dos trabalhadores e impor que trabalhemos até morrer, retirando o direito à nossa aposentadoria.

Bebel justifica seu posicionamento, dizendo que a maior possibilidade é de o governo votar a Reforma da Previdência no dia 23, caso tenha quórum suficiente para isso e assim acaba por dizer que é inútil e tardia a ocupação de Brasília no dia 24. Ora se a presidente do maior sindicato da América Latina, acha que dia 24 é tarde, o correto seria batalhar para que a CUT e as demais centrais sindicais convocassem a marcha antes do dia 24 e assim Bebel e as direções sindicais deveriam colocar peso para convocar as categorias e garantir centenas de ônibus para o trabalhadores poderem se manifestar na Capital Federal.

Ao contrário disso, Bebel joga a toalha e diz que não faz sentido a mobilização apenas no dia 24. Com esse posicionamento nos fica claro o verdadeiro interesse de Bebel e de sua corrente sindical, manter seus cargos sindicais a todo custo e não lutar conquentemente contra os ataques do governo. A outra alternativa colocada seria ainda de antecipar as eleições para que ocorressem então, antes da mobilização, promovendo uma campanha que tivesse como principal função, organizar os professores para um sindicato combativo e auto organizado.

Bebel também recorre ao argumento da ilegalidade, caso as eleições fossem adiadas e nem passa perto de dizer, que as eleições seriam apenas no segundo semestre, caso a direção majoritária do sindicato não tivesse imposto a antecipação do pleito, mesmo sabendo que maio seria o mês das aprovações dos maiores ataques aos trabalhadores. Bebel não quer lutar, pois sabe que cada passo que nossa categoria dá no sentido de combate é um posto a menos para a burocracia, que fica questionada ainda mais profundamente pela base.

Além disso, cabe à categoria decidir sobre as datas das eleições e as prioridades do sindicato. Bebel e a burocracia da APEOESP, quiseram fazer as eleições nesse momento para tentar desmobilizar as oposições que ganham peso cada vez maior frente às inúmeras traições vacilações das direção sindical. Na última assembleia da categoria, ao ser questionada sobre a antecipação das eleições, Bebel disse que mudaria a data frente a uma necessidade superior e agora faz de conta que esse pronunciamento nunca aconteceu.

Por que a direção majoritária do sindicato não chama uma assembleia da categoria que decida sobre as eleições e organize uma enorme caravana à Brasília, mostrando mais uma vez o peso dos professores e nossa disposição de luta?
Seguimos exigindo que o calendário eleitoral seja revisto e que os professores possam se integrar firmemente à mobilização nacional, exigimos também que a APEOESP financie os ônibus e garantam que possamos estar em Brasília e pare de colocar a responsabilidade de nossa mobilização na base, dizendo que os que quiserem ir para Brasília garantam sua ida e que voltem a tempo de votar.

É preciso derrotar as reformas e o governo golpista e as eleições sindicais devem atuar à serviço dessa grande tarefa.




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