Sociedade

REPRESSÃO NO CARNAVAL

Polícia encerra o carnaval com bombas de gás e repressão em São Paulo

A praça Roosevelt concentrava foliões de diversos blocos na noite desta terça (28) quando a PM começou a atacar a multidão com diversas bombas gás lacrimogêneo, efeito moral e gás de pimenta. Segundo os relatos, foram cerca de 10 explosões.

quarta-feira 1º de março| Edição do dia

A Polícia alega ter atendido um suposto chamado de "perturbação do sossego", reprimindo sem maiores motivos os foliões na Praça Franklin Roosevelt. Relatos dão conta de que no momento em que começaram as bombas não havia sequer música alta na praça, apenas pessoas conversando ao final de mais um dia de festa.

As pessoas presentes no local ficaram muito assustadas, embora não seja uma prática incomum a repressão da polícia contra a população que festeja nas ruas das grandes cidades durante o carnaval.

Os foliões estavam obviamente desarmados, encerrando normalmente a festa em praça pública, como em todos os outros dias de carnaval. Segundo relatos, a polícia jogou gás de pimenta, e quando as pessoas correram para fugir, foram atacadas novamente com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Apesar do susto, não foram registrados feridos graves.

Para justificar a violência, a PM alegou ter sido recebida com garrafadas, porém não se teve notícia de viaturas quebradas ou policiais feridos, o que naturalmente ocorreria se a multidão presente na praça tivesse lançado garrafas contra a PM. Moradores do entorno também relatam ter ouvido somente as bombas.




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