Gênero e sexualidade

CONTRA O LUCRO PATRONAL, BASTA DE DESIGUALDADE SALARIAL

Pão e Rosas lança campanha por "igual trabalho, igual salário"

As mulheres trabalhadoras ganham 27% a menos que os homens, as mulheres negras 40% a menos. E querem que trabalhemos até morrer. Basta, vamos nos organizar.

terça-feira 16 de maio| Edição do dia

O grupo de mulheres Pão e Rosas está lançando uma nova campanha exigindo igualdade salarial entre homens e mulheres, e negros e brancos. Com a consigna "igual trabalho, igual salário", consigna história na luta da classe operária contra toda a divisão e desigualdade, pretendem debater este tema com força no próximo período.

Conversamos com Maíra Machado, professora em Santo André que contou um pouco sobre a campanha. "O governo golpista de Temer quer que a gente trabalhe até morrer. Para as mulheres trabalhadoras, o ataque é ainda mais duro. Começamos a trabalhar mais cedo, nos piores postos de trabalho, precários e terceirizados, além de trabalharmos horas gratuitas em casa, com a dupla jornada e trabalho. Não bastasse tudo isso as mulheres ainda ganham menos que os homens, e as mulheres negras menos ainda! Pelas estatísticas, as mulheres trabalhadoras ganham em média 27% a menos que os homens e as mulheres trabalhadoras negras 40% a menos. Isso significa que, além de trabalhar até morrer, as mulheres vão se aposentar com salários menores", comentou Maíra.

Rita Cardia, professora no Rio de Janeiro, também é uma das impulsionadoras da campanha. Segundo ela "O sistema capitalista se utiliza da opressão as mulheres e aos negros, para rebaixar o salário do conjunto da classe trabalhadora, relegando a nós os trabalhos mais precários e ameaçando o conjunto dos trabalhadores com o desemprego e a fome. Por isso, contra o lucro capitalista e contra a reforma da previdência e a terceirização, exigimos IGUAL TRABALHO, IGUAL SALÁRIO já".

Para Maíra essa medida deve estar ligada a luta por um salário digno e pelo fim da terceirização "Queremos igualdade salarial, mas não com a miséria que vivemos hoje, e sim como mínimo com o salário mínimo indicado pelo DIEESE no valor de R$ 3.899,66. Além disso efetivando todos terceirizados sem necessidade de concurso público ou processo seletivo, pois já cumprem o trabalho".

Com uma campanha de cartazes, mas também videos e artigos sobre o tema, o Pão e Rosas deve pautar esta questão nas próximas semanas. "Estamos nos preparando nos locais de trabalho e estudo, com comitês de base, para ser parte da luta nacional contra as reformas do governo Temer em particular organizando nossa ida para Brasília pra exigir nova greve geral. Nesta luta, queremos levantar a bandeira da igualdade salarial, porque o objetivo deles é nos fazer trabalhar até morrer com salários menores, nos terceirizando e tirando nossos direitos. Vamos nos organizar com força pra enfrentar o governo e os lucros capitalistas", finalizou Rita.




Tópicos relacionados

Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar