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BRASÍLIA

Número de estudantes que enfrenta a fome cresce na UnB, depois de aumento do RU

terça-feira 2 de outubro| Edição do dia

No último dia 17, a Diretoria de Desenvolvimento Social, responsável pelas concessões de auxílio social na Universidade de Brasília, publicou um documento que constatava um aumento de mais de 100% dos pedidos para inclusão no programa de bolsa alimentação. Essa situação veio depois de um drástico reajuste de preços no Restaurante Universitário, mais que dobrando o valor que antes era R$2,50 e agora alcançou a quantia de R$5,20. Diante disso, vemos claramente o caráter irremediavelmente elitista de uma reitoria que se limita a gerir e administrar as mazelas advindas dos cortes da EC 95, tudo isso sob o lema da eficiência e do “Diálogo para Avançar”.

Contudo, o único diálogo que avançou foi com a empresa que detém o contrato de terceirização do RU, a Sanoli. Atualmente, as refeições custam para os cofres públicos mais que treze reais, sendo que os ingredientes usados para as refeições variam entre a monotonia e a má qualidade. Além disso, os trabalhadores terceirizados dessa empresa enfrentam jornadas de trabalho extremamente desgastantes, cujos salários sequer são capazes de balancear o nível de precarização vivido por eles. Nesse cenário, estudantes e trabalhadores perdem. Afinal, a cartilha privatista ditada pelo MEC e seguida pela reitoria comandada por Márcia Abrahão só consagra a vitória aos patrões.

Diante disso, uma política de independência de classe que paute a estatização do Restaurante Universitário com a imediata efetivação dos trabalhadores é o único caminho possível para superar as contradições impostas pela abusiva margem de lucro auferida pela Sanoli. Apenas nos devaneios covardes dos burocratas da alta cúpula da universidade é possível conciliar com a fome. Para aqueles estudantes e trabalhadores que vivem sob o fantasma da miséria, a fome só se supera na luta.




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