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Juiz do DF manda soltar Joesley Batista, empresário tem acordo de delação em suspenso

sexta-feira 9 de março| Edição do dia

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, mandou nesta sexta-feira (9) soltar o empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, e Ricardo Saud, ex-executivo do grupo. O acordo que Joesley Batista firmou com a Procuradoria-Geral da República foi suspenso, quando foi preso em 10 de setembro do ano passado pela Polícia Federal por suspeitas de que o empresário teria omitido informações dos investigadores.

"A prisão preventiva não tinha mais fundamento porque o prazo para ela, de 120 dias para as organizações criminosas, já tinha se esgotado. O argumento de que eles poderiam destruir provas já tinha sido superado porque elas já tinham sido todas colhidas", disse Callegari, o advogado de Joesley a Folha de São Paulo.

Ricardo Saud, ex-executivo da J&F também será solto pela decisão. Eles terão que obedecer as condicionais: ambos estão obrigados entregar o passaporte, não deixar o país sem autorização judicial, comparecer a todos os atos do processos e manter os endereços atualizados. Os acordos de delação de Joesley, Saud e Wesley Batista estão suspensos. A rescisão definitiva ainda depende de decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Joesley também precisará cumprir as medidas cautelares que foram impostas pelo Superior Tribunal de Justiça na decisão que reverteu o mandado de prisão de um outro processo, em São Paulo. O empresário vai ter que usar tornozeleira eletrônica, não pode entrar na própria empresa e não pode se comunicar com outros investigados, nem mesmo com o irmão, Wesley Batista, solto em fevereiro.

A soltura de Joesley é mais um exemplo de como a Lava-Jato, que diz querer limpar todo o regime não ecooa seu discurso na prática. Não devemos ter nenhuma confiança nos juízes, cheios de privilégios que dizem ser os baluartes contra a corrupção e, muito menos nos empresários, que pela via legal ou ilegal tem no estado seu balcão de negócios e para eles a impunidade é quase sempre certa.

Informações: G1




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