Política

GREVE DOS PROFESSORES

Governo do RS encaminha ofícios às escolas ameaçando corte de ponto dos professores em greve

segunda-feira 25 de novembro de 2019| Edição do dia

Nesta segunda-feira (25) a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), começou a enviar para escolas estaduais do Rio Grande do Sul ofícios comunicando sobre a perspectiva do corte de ponto dos professores e os demais trabalhadores da Educação que estão em greve. O corte já havia sido anunciado por Eduardo Leite na última sexta feira (22) ao usar a ameaça de corte como uma chantagem dizendo que os professores poderiam “compensar” os dias paralisados se retornassem às aulas. Sendo um ataque direto do Governo contra o direito de greve dos trabalhadores em se mobilizar.

Os ofícios foram encaminhadas para as coordenadorias regionais, que repassam para as diretorias das escolas. Segundo o sindicato, não tem relato de escolas que tenham recebido a notificação até o momento.

Os professores e trabalhadores da Educação do Estado estão em greve desde o dia 18 de novembro contra o Pacote de ajustes neoliberais que Eduardo Leite encaminhou para ALERGS que irá atacar diretamente os direitos dos trabalhadores do funcionalismo público gaúcho. Entre os ataques que estão por vim está que mexerá com o plano de carreira dos professores, redução das férias remuneradas para 30 dias, sem reajuste salarial por tempo indeterminado, ataque direto ao direito dos servidores se organizar sindicalmente, entre outros.

Eduardo Leite mostra que pretende descarregar toda crise gaúcha nas costas dos trabalhadores com esse plano de ajustes. E agora que os professores estão se mobilizando e aderindo a greve tenta desmobilizar ameaçando com cortes de ponto dos educadores grevistas. O plano de ajustes de Leite segue a mesma linha que Bolsonaro, Guedes e Maia pretende descarregar em nível nacional como foi a reforma da Previdência e a MP da Liberdade Econômica, que apenas visa atacar os direitos dos trabalhadores para aumentar a exploração e os capitalistas continuarem lucrando com o suor e esforço da classe trabalhadora.

É necessário que essa greve se massifique cada vez mais, e que se junte com outras categorias do funcionalismo público e se juntar com a juventude e as demais categorias da classe trabalhadora para conseguir barrar os ataques de Leite e também de Bolsonaro. Em meio a luta de classes que vêm ocorrendo no continente, como no Chile, Colômbia, Haiti e Equador; devemos usar a mobilização dos povos desses países e seus métodos de luta para contagiar a luta dos educadores do Estado. É preciso sair às ruas e ganhar a população gaúcha para emparedar Eduardo Leite e impedir a aprovação desse draconiano pacote. A greve está apenas começando e é preciso pensar uma estratégia para vencer.

Leia também: As lutas na América Latina precisam contagiar os professores do RS para derrotar Leite




Tópicos relacionados

Eduardo Leite   /    Rio Grande do Sul   /    Greve Professores RS   /    Política

Comentários

Comentar