Juventude

UNICAMP MOBILIZADA

Estudantes e funcionários começam forte luta e expulsam Nalini

Ontem (04) os estudantes junto aos funcionários da Unicamp e também à estudantes secundaristas e professores da cidade, deram exemplo de combatividade e de como se luta contra o golpe e os ataques à educação. Paralisações, forte ato pelo campus, reitor acuado e secretário da educação do Alckmin expulso são só o começo.

quinta-feira 5 de maio de 2016| Edição do dia

Os estudantes do Instituto de Artes (IA) que fizeram uma forte paralisação e iniciam sua greve hoje e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) que deliberaram paralisar as atividades na quarta, quinta, sexta e na segunda, contra o corte de mais de 40 milhões de reais proposto pela reitoria da UNICAMP, contra o golpe institucional em curso no país pelas mãos da direita reacionária, em defesa de todos os funcionários da universidade, efetivos e terceirizados, por cotas raciais e permanência estudantil de qualidade para toda a demanda começaram uma forte mobilização que já está expandindo, agora também com greve na Faculdade de Educação.

O dia começou com piquete e café da manhã unificado com os funcionários, contando com mais de 300 pessoas logo cedo. Durante o café a discussão foi sobre o plano de contingenciamento da reitoria, ou seja, um debate pra entender quais áreas serão mais afetadas pelo corte de 40 milhões na universidade.


Café da manhã e debate no IFCH com centenas de pessoas

Em seguida ao debate, os estudantes saíram em forte ato pela Unicamp, passaram por diversos institutos chamando a mobilização e cantando músicas com o conteúdo político das discussões, o clima contagiante fez a manifestação crescer e chegar a um evento onde estava Tadeu Jorge, reitor e responsável, junto ao governo do Estado Geraldo Alckmin, pelos cortes na Universidade. Tadeu foi acuado e não teve como dar respostas, mas o aviso foi dado, a luta está apenas começando.

Nalini afugentado, luta da educação na ofensiva

Durante a tarde a mobilização não parou. O Secretário de Educação do Estado, Nalini, participaria de um debate sobre “Os desafios da educação” no Centro de Convenções da Universidade. Centenas de estudantes se concentraram no local para aguardar o Secretário para uma conversa, Nalini, amedrontado porque teme a força doa que realmente entendem e se importam com a educação, disse que sua equipe de segurança orientou-o a não entrar no local. Os estudantes presentes, secundaristas que barraram o fechamento das escolas e seguem luta contra o roubo da merenda, reocupando as ETECs agora em São Paulo, os universitários junto à professores da rede Estadual e funcionários da Unicamp mostraram como se debate educação, na luta contra os ataques.

Estudantes tomam o auditório do Centro de Convenções

Sagui, secundarista e militante da Faísca toma a palavra

Os estudantes da Unicamp vêm mostrando muita disposição de luta contra os ajustes, especialmente os que atingem a educação e que querem nos fazer engolir os reacionários do golpe, mas não são apenas eles. A luta da educação está na ofensiva no Estado, com a volta das ocupações das ETECs e Escolas Estaduais na Capital e agora com a construção de uma mobilização nas Universidades Estaduais Paulistas talvez estejamos próximos dos ares de 2007, quando com uma grande mobilização estadual foi possível barrar os decretos do Serra e os avanços privatistas sobre a educação pública. É urgente que o DCE, dirigido pelo Domínio Público (PSOL) cumpra sua função articuladora e deixe o rotineirismo de lado convocando assembleias em todos os cursos para levantarmos uma greve de toda a Unicamp em aliança com todos os setores da educação em luta já!

As burocracias do Movimento Estudantil como a UNE, UBES, bem como as do Movimento Operário foram incapazes de organizar a luta contra o golpe porque temiam mais a mobilização independente dos trabalhadores e jovens contra "seu governo" e o regime de conjunto do que o próprio avanço da direita conservadora que tanto alimentou. Essa disposição de luta que a juventude vem demonstrando é expressão máxima de que é preciso romper as barreiras dessas velhas entidades e organizar a luta contra todos os ataques dos governos, como estão dando exemplos os secundas!




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