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Esquerda Diário cobre 5º dia de paralisação da Ford

Ocorreu uma assembléia onde os trabalhadores foram informados de que o sindicato foi procurado pela empresa na sexta-feira para abrir negociação. Além de uma convocatória para um ato amanhã na Av Paulista.

terça-feira 15 de setembro de 2015| Edição do dia

Hoje, 14 de setembro, o ED cobriu o quinto dia de paralisação na Ford de SBC. Ocorreu uma assembléia onde os trabalhadores foram informados de que o sindicato foi procurado pela empresa na sexta-feira para abrir negociação. Além de uma convocatória para um ato amanhã na Av Paulista.

Este novo período de greve, se dá, a partir de uma quebra de acordo da patronal, que no primeiro semestre negociou com o sindicato, não demitir ninguém até 2017.

Portanto, é visível as grandes falhas do sindicato, que num primeiro momento nos faz acreditar em suas propostas e em outra situação trai a classe trabalhadora. Semelhante à situação dada há um tempo atrás, quando abriu o primeiro processo de negociação - se o sindicato tivesse levado proposta que realmente defende a classe trabalhadora; como a divulgação dos dados de contabilidade para os operários, a redução da carga horária sem a redução dos salários...etc; e não se preocupado em auxiliar o governo Dilma em seus ajustes com o PPE - Hoje, com certeza a patronal teria um maior temor em demitir 200 funcionários que já estavam em lay-off.

Agora, o sindicato volta a negociar com a patronal, porém, com um acúmulo de derrotas que os colocam em uma defensiva nesta mesa, que somente as bases dos Trabalhadores da Ford podem mudar esse parâmetro! Até por isso, o Sindicato dos Metalúrgicos tenta demonstrar suas forças no ato de amanhã.

O que podemos presumir é que para além de um ato contra as demissões, também é em defesa do Governo Federal, quem vem implementando todos os ajustes possíveis para garantir o lucro dos grandes capitalistas. A CUT usa as bases dos trabalhadores como massa de manobra e não como sujeito político capaz de fazer toda diferença na realidade! É preciso derrotar essa burocracia - como fizeram os garis do RJ com a UGT - para derrotar a patronal!




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