Política

PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

Em meio a luta dos trabalhadores da CEDAE, cresce incerteza sobre privatização na ALERJ

Em meio a luta travada pelos trabalhadores da CEDAE contra o projeto do governo Pezão de privatizar a companhia de água e esgoto do Estado do Rio, a grave crise política que envolve a bancarrota de Pezão se agrava e a aprovação do projeto já não é tão certa.

quinta-feira 16 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Foi manchete do jornal O dia, que alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro estão mudando de posição quanto à privatização da CEDAE.

O fato do STF ter negado o pedido de antecipação de empréstimos ao estado do Rio de Janeiro, portanto sujeitado o empréstimo à privatização da CEDAE, pressionou os deputados a terem que se enfrentar com a resistência dos cedaianos em meio a uma crise política de enormes proporções que atinge em cheio o governo do Estado.

Os trabalhadores, junto a seus familiares, amigos e apoiadores, gritam que "A água é do povo", e não aceitaram ter seu emprego ou a água enquanto um bem público ameaçado por conta de uma chantagem de Pezão, Temer ou do Supremo. Essa luta de resistência que mesmo com uma brutal repressão, vem dando exemplo de que é possível mobilizar contra os ataques de Temer e Pezão.

Se por um lado Pezão se desgasta ainda mais ao reprimir duramente a luta dos trabalhadores contra a privatização da única empresa lucrativa do Estado, inclusive chamando o exército para garantir a ordem e o bom andamento das votações dos ataques, por outro, a luta dos trabalhadores da CEDAE emerge e se apoia na voz de revolta contra um governo cassado no TRE e absolutamente questionado pela população do Rio de Janeiro. A crise de Pezão é tamanha que até mesmo deputados de sua base estão se vendo pouco dispostos a ter que levar até o final o projeto de privatização da CEDAE, gerando essa nova fase de incertezas em relação a este ponto.

O atual presidente da Alerj e braço direito do governo na casa, responsável pela implementação do pacote de maldades, Picciani ameaça de atrasar ainda mais os salários caso não privatize a companhia de água. “Querem derrotar o governo? O governo já está derrotado. Caso não aprovem a Cedae, vão derrotar a sociedade, quando os salários ficarem seis, sete meses atrasados.” A insistência de Picianni, Pezão e Temer na tática da chantagem demonstra desespero, ao passo que a resistência imposta pelos trabalhadores está apontando o único caminho possível para derrotar o Pezão e e seus planos: o da luta organizada dos trabalhadores, nas greves e nas ruas. A queda de Pezão pela via do TRE ou do parlamento pode ser apenas uma forma de trocar um governo enfraquecido e questionado por outro que consiga levar adiante os ataques, e por isso a única via capaz de derrotar a privatização da CEDAE e os demais ataques definitivamente - e não apenas adiá-los - é pela ampliação da mobilização de nossa luta.

De acordo com o site da Alerj, a discussão do projeto de privatização da água se dará através de uma convocação extraordinária no dia 20/02, sendo a votação nos dias 21, 22 e 23/02. É necessário manter atenção constante as datas, dado que já foram algumas vezes alteradas, manter a luta e fazer a Alerj recuar nesse ataques aos trabalhadores e o povo do RJ. A derrota desse calendário de votações sem dúvida ainda não é a derrota definitiva dos ataques - que os políticos e patrões tentarão aprovar por outros meios, talvez a "conta-gotas" - mas sem dúvida pode ser um alento para fortalecer a nossa organização para derrotar de fato os que querem fazer com que sejam os trabalhadores que paguem a conta dessa crise.




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