Mundo Operário

DEMISSÃO PIRELLI

Demissão de 120 trabalhadores na Pirelli Santo André

Entre a última sexta (9), e esta terça (12), a empresa demitiu 120 trabalhadores argumentando o nível de queda nas vendas, acompanhado pelo cenário de crise econômica que enfrenta o país, e uma necessária adequação da produção ao mercado atual. Os operários demitidos receberão ao longo de seis meses R$ 150 de vale refeição, assistência médica além de um salário no momento da rescisão, condições essas negociadas entre sindicato e empresa.

quinta-feira 14 de janeiro de 2016| Edição do dia

A empresa possui um total de 1700 trabalhadores, que ao longo de 2015 fizeram assembleias e paralisações contra as demissões, mas freados pelo sindicato. Segundo o presidente do Sindicato dos Borracheiros, tudo que pôde ser feito para impedir as demissões pela via de lay-offs foi realizado, entretanto não foi capaz de barrar, uma vez que a empresa está com um estoque muito cheio.

Nesse cenário de ataque, a empresa aproveita para retirar um dia de folga dos trabalhadores efetivos, que passarão a trabalhar numa escala 6x1 (trabalha 6 dias e folga 1), uma vez que o ritmo de trabalho seguirá sendo intenso e exigirá que cubra a ausência dos 120 demitidos, e sem que possam reagir, uma vez que o clima é de demissão endossada pelo sindicato, que nesse momento deveria estar a todo vapor organizando a reincorporação dos demitidos, mas se coloca a defesa do lucro patronal.

Por um lado tem todo o cenário de crise econômica da qual os patrões se utilizam para atacar a classe trabalhadora em todas as instâncias, e por outro os sindicatos burocratizados que ao contrário de servirem como alternativa, como no caso da Pirelli e tantas outras fábricas no ABC, se colocam ao lado do lucro dos patrões negociando demissões, e formas cada vez mais profundas de coibir a resistência, como é o caso PPE (Plano de Proteção ao Emprego, que reduz a jornada com redução salarial).

Como viemos defendendo, é fundamental construir um movimento nacional contra os ajustes, a partir dos sindicatos e entidades onde a esquerda tem peso, e de seus parlamentares, para fortalecer as lutas dos trabalhadores e oferecer uma alternativa para que rompam com as direções burocráticas e possam triunfar.




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