Sociedade

SANEAMENTO BÁSICO

Dados absurdos: ranking mostra que apenas 4 cidades tem acesso total ao saneamento básico

Ranking divulgado mostrando a qualidade das cidades em relação ao saneamento básico, revelou que somente 4 cidades tem acesso total aos serviços, escancarando a desigualdade social e o descaso do governo com o saneamento para manter gerindo orçamento da união para o pagamento da dívida pública.

quarta-feira 13 de junho| Edição do dia

Segundo o Ranking divulgado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental(ABES) apenas 4 cidades do Brasil tem acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto, e coleta de resíduos sólidos. É uma situação de barbárie capitalista, que certamente é responsável por um número incalculável de mortes e doenças, colocando a população pobre em uma situação desumana de vida.

Os dados sobre o saneamento básico no Brasil são impressionantes, sendo desses índices que demonstram graficamente o nível de desigualdade social no país. No Ranking de 2018 da Universalização do Saneamento de 1.894 avaliados, 1.613 sofrem com a falta de acesso aos serviços de água, esgoto e coleta de resíduos sólidos. Entre as capitais, apenas Curitiba está em dia. Um verdadeiro absurdo.

Hoje em dia, 5% do saneamento no país é administrado por concessionárias privadas, atingindo 316 municípios em um universo de mais de cinco mil, chegando a 31 milhões de pessoas. Mesmo empresas públicas. E com tudo isso encaramos o fato de que somente 80 cidades, cerca de 15%, atingiram a pontuação máxima de 500 pontos para serem classificados na categoria mais alta, que alcança 100% da população em todos os serviços de saneamento básico sendo somente São Caetano do Sul, Piracicaba, Santa Fé do Sul e Uchoa, todas no estado de São Paulo.

Às outras cidades que estão dentro do padrão, é Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, João Pessoa, Salvador. A pior cidade é Porto Velho que ficou por último na classificação. Na parte de abastecimento de água, Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre e Florianópolis atendem 100% da população. Em tratamento de esgoto, Curitiba, Salvador, Maceió e Brasília alcançaram a universalização.

A solução para o saneamento básico só vai ser dada com o fim do pagamento da dívida pública. Dívida que gasta 50% do orçamento da união e que sempre está aumentando devido às taxas e os juros brasileiros que são as maiores do mundo, e com isso retira orçamento das principais demandas da população, como educação, saúde e também o saneamento básico.

Assim em muitos municípios já tem o discurso de privatizarem as empresas que tratam o saneamento básico, não investem na melhoria desses serviços com o intuito de manter elas precarizadas para justificar a privatizações. Mas a solução irá vim das privatizações, e sim através da estatização de todos os serviços de saneamento básico com o controle e gestão dos trabalhadores, e com o não pagamento da dívida pública, usará o orçamento para investir em obras públicas, para que toda população tenha acesso ao saneamento, e não apenas uma parte privilegiada da população.




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