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Desemprego | Cresce o número de desempregados há mais de 2 anos entre os setores de menores renda

Desde 2015, houve um aumento de 173% entre os desempregados de longo prazo. Este aumento é um impacto direto da crise capitalista que vivemos e das políticas nefastas da Reforma Trabalhista.

segunda-feira 4 de abril | Edição do dia

Hoje no Brasil, já são mais de 3,7 milhões de pessoas sem emprego em um período de dois anos, o que representa 26% do número de desempregados geral. Em 2015, esse setor de desempregados representava 17% do total. Ainda, se tomarmos em consideração a renda mensal desses trabalhadores, observamos que o aumento é maior principalmente entre os setores que vivem com a renda familiar menor do que quatro salários mínimos, que respondem por 81% desse grupo.

Apesar de atacar mais os setores que menos recebem, é importante observar o aumento geral do desemprego a longo prazo do conjunto da classe trabalhadora. Importante observar também, como este desemprego de longo prazo vem impactando diretamente na juventude, onde é observado um aumento no desemprego entre jovens na faixa etária dos 20 anos, o que deixa claro que o mundo do trabalho não pode observar essa nova camada de trabalhadores que agora tem que recorrer ao trabalho precário, sem nenhuma garantia de direito e com baixos salários.

A não inserção desses setores no mundo do trabalho impacta diretamente no chamado capital humano. Capital humano seria a capacidade produtiva e de especialização do trabalho, o que, um grande período sem estar exercendo função pode impactar negativamente. A perda de capital humano, representa a perda de força produtiva a longo prazo, o que dificulta o crescimento econômico nacional, o que perpetua a situação de crise, de alta da inflação e de falta de empregos, em que estamos no país.

A situação atual do país contrasta com as falácias dos governantes e capitalistas que prometiam um aumento de empregos com a Reforma Trabalhista e com a retirada de direitos dos trabalhadores. O que estes fizeram foi avançar com os ataques para descarregar o peso da crise nas costas da classe trabalhadora, salvando o grande capital e deixando uma realidade de fome para os trabalhadores




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