Política

SAÚDE - MARÍLIA

Continuidade: Alonso (PSDB) mantém as políticas de Camarinha (PSB) para a saúde em Marília

Nos últimos anos a cidade passou por problemas na saúde por conta dos repasses e dívidas com organizações do terceiro-setor, mas mesmo assim o prefeito recém-eleito renova o contrato terceirizado, precarizando ainda mais um direito que deveria ser público.

sexta-feira 6 de janeiro| Edição do dia

Nesta quinta-feira (05/01) o novo prefeito de Marília, Daniel Alonso (PSDB), se reuniu e renovou o contrato com a Associação Maternidade Gota de Leite dando continuidade às políticas iniciadas por Vinícius Camarinha (PSB) na área da saúde. A renovação foi publicada no Diário Oficial do município e o contrato é no valor de aproximadamente R$27 milhões anuais com duração de 4 anos, e que serão repassados da prefeitura para a Associação do terceiro-setor.

Como analisamos e noticiamos, Alonso e Camarinha são mais aliados do que oposicionistas, e o tucano vai pegar a prefeitura e os serviços públicos da cidade bastante precarizados, o que facilitará uma política de privatizações, concessões e terceirizações dos direitos e serviços básicos. Em menos de 5 dias o “gestor-empresário” Alonso já mostra que seu programa de governo não será tão diferente, e igualmente ruim, para a população de Marília tanto quanto Camarinha.

Também noticiamos que a saúde em Marília nos últimos anos tem piorado, o que levou inclusive funcionários e profissionais a entrarem em greve para reivindicar salários e melhores condições de trabalho e estrutura. Esse problema existe porque nos anos 90 as reformas privatizantes do Estado (feitas pelo PSDB de FHC) tiraram a obrigatoriedade prevista na Constituição de 1988 de oferecer saúde pública, gratuita e de qualidade, sendo que poderia passar a ser um serviço terceirizado e explorado por uma organização não-estatal.

É exatamente o que acontece em Marília: boa parte da saúde (assim como outros serviços) foram terceirizados, privatizados ou concedidos para a iniciativa privada, de modo que não funcionam mais para resolver os problemas e necessidades da população, mas sim para dar lucro para essas Associações, ONGs e empresas. Por isso áreas da saúde, assim como outras, se encontram cheios de dívidas e com péssima infraestrutura, além de não terem esses contratos fiscalizados de maneira rigorosa pelo poder público. Então se esses contratos apenas endividam o município e acabam com serviços e direitos públicos da população, por que Alonso renova e continua com as mesmas políticas de Camarinha? Ele não é oposição como a mídia e os simpatizantes tucanos dizem?

O que as ações demonstram é que se trata de mais uma das muitas mentiras que a direita golpista, seus políticos e empresários vem contando para a população brasileira. Se a intenção de Alonso fosse realmente resolver os problemas e dívidas na área da saúde, ele não renovaria um contrato que vem endividando e fazendo mal para as contas da cidade. Pelo contrário, revogaria esse contrato e investiria os mais de R$27 milhões públicos na própria saúde, fortalecendo, estatizando e colocando os gastos e investimentos sob controle dos próprios trabalhadores e usuários do serviço – que ao contrário dessas associações, ONGs e empresas, não querem apenas o lucro mas sim fazer e receber um bom trabalho e atendimento para resolver de fato os problemas.




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