Educação

SÃO PAULO

Conheçam as escolas da zona norte que paralisaram no 8M

sábado 11 de março| Edição do dia

O último 8 de março, dia internacional de luta da mulher, foi um dia histórico para as mulheres de mais de 50 países, que se somaram ao chamado de paralisação internacional das mulheres convocada pelas marchas contra Trump, nos EUA, e pelas mulheres que na Argentina gritam "Nenhuma a menos".

Em São Paulo duas importante assembleias de professores, estaduais e municipais, se uniram ao ato das mulheres e marcharam juntos no 8 de março, assim como mundo a fora milhares de mulheres fizeram.

Essa unificação mais do que necessária foi fruto da importante batalha que demos na Apeoesp, com os nossos professores conselheiros e diretores, Maíra Machado e Danilo Magrão, e contra a Marcha Mundial de Mulheres, que queriam passar por cima do maior movimento de mulheres dos últimos anos, dificultando ao máximo durante todo o tempo a construção dos atos de professores e mulheres em conjunto, mesmo sendo uma categoria majoritariamente feminina.

Mesmo com toda a força da Marcha Mundial e da CUT, central que é ligada, voltadas para tirar o perfil do 8M internacional dos atos aqui no Brasil, com discurso demagógico de que eram solidarias com o movimento, mas se colocando por fora de construí-lo. A Marcha Mundial levou para a luta das mulheres a lógica da CUT de benevolência com os governos, se negando a construir mobilizações reais e apostando tudo em seu "Lula 2018".

Mas os professores de duas escolas, em especial, da zona norte de São Paulo, mostraram o potencial que tem quando se coloca a demanda das mulheres no marco internacional e tomada pela classe trabalhadora.

Professoras e professores da escola João Baptista e Pedro Alexandrino não aceitaram a paralisia da CUT e, por consequência da Apeoesp. Não aceitaram o "não" da Marcha Mundial, em se ligar ao fenômeno internacional das mulheres.
Paralisaram suas atividades no dia 8 de março dizendo "PARAMOS PELA EDUCAÇÃO E PELA VIDA DAS MULHERES". Não só paralisaram suas escolas, como foram em peso para a assembleia com um objetivo em mente. Se unir as milhares de mulheres que estariam marchando em São Paulo e no mundo.

Nas últimas semanas a corrente Professores pela Base e o grupo de mulheres Pão e Rosas percorremos diversas escolas da região mostrando a necessidade de exigir que os sindicatos e a CUT ligasse a luta da educação e das mulheres com a paralisação internacional de mulheres, neste dia histórico.

Essas duas escolas são os exemplos concretos de que era possível sim paralisar a rede estadual de São Paulo em defesa da educação pública, contra os ataques dos golpistas e pela vida das mulheres. Mostramos que para nós professores, não existe trégua com o governo. Para CUT, Apeoesp e cia, sim!

A central sindical que poderia colocar milhares de professoras e mulheres de dezenas de categorias nas ruas contra os ataques do governo golpista se negou a organizar a paralisação internacional de mulheres. E a esquerda vacilante, descrente do potencial que teria o 8M e a força de uma mobilização internacional, fez um combate pouco decidido com as petistas, não exigindo que colocassem sua força material a serviço de ter todas as professoras e professores nas ruas no 8 de março, sob a bandeira da paralisação internacional de mulheres.

Nós Professores pela Base e o do Pão e Rosas, temos orgulho de termos sido parte da construção do exemplo que essas duas escolas deram na paralisação do 8M.

No próximo dia 15 de março teremos uma nova assembleia de professores e esta sendo chamado pelas centrais sindicais um dia de luta no país, nós acreditamos que assim como fizemos nas regiões que atuamos para o 8M, a direção do sindicato e a CUT devem ir as escolas e locais de trabalho para construir um plano de luta para e um forte dia de paralisações pelo Brasil. Que rompam de vez com sua passividade e bondade com os governos e sigam o exemplo dos professores das escolas João Baptista e Pedro Alexandrino.




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