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Caxias do Sul tem quase 20 mil desempregados a mais do que em 2013

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério o Trabalho), Caxias do Sul tem pouco mais de 163 mil trabalhadores em exercício hoje. Enquanto em 2013 esse número era de aproximadamente 183 mil.

sexta-feira 7 de setembro| Edição do dia

Resultado de uma crise (que é intrínseca ao sistema econômico capitalista), em 2014 as grandes indústrias caxienses como Randon, Marcopolo e Frasle, passaram a demitir seus funcionários, a fim de contratar novos sob salários mais baixos. Em 2017, acompanhando o desmonte dos pequenos postos de trabalho a empresa Guerra S.A. demitiu mais de 600 operários sem pagar suas indenizações e salários atrasados. Já em 2018, embora o índice de desempregados tenha diminuído, ainda são 20 mil trabalhadores que estão desassistidos em comparação à 2013.

Ao mesmo tempo, lamentavelmente, esse pequeno aumento é resultado da precarização das condições de trabalho. Onde a terceirização, que até então não era recorrente, tornou-se a principal forma de emprego precarizado.

Segundo o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, também é o estado do Rio Grande do Sul que ocupa o terceiro maior índice de acidentes de trabalho no país, onde quatro em cada cinco mortes no trabalho acontecem no trabalho terceirizado.

A crise capitalista vem desde 2008 implicando em uma precarização ainda maior das condições de trabalho. Está tendo seu agravante com as reformas e ataques aplicados com o governo golpista e não há saída por dentro do capitalismo, independentemente do partido que ocupar o poder após as eleições. Somente um alternativa revolucionária e anti-capitalista, que rompa com os interesses e lucros do imperialismo pode dar uma saída para os trabalhadores.

A resposta para o desemprego e para as péssimas condições de trabalho, está colocada unicamente nas mãos dos trabalhadores. É necessário a organização independente da classe trabalhadora a fim de barrar os ataques através da mobilização, e não mais aceitar pagar as contas dos capitalistas.




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