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LUTAR CONTRA A EXTREMA-DIREITA

"CUT e CTB precisam convocar assembleias nas fábricas e locais de trabalho", diz Maíra Machado

Veja declaração de Maíra Machado, professora e ex-candidata a deputada estadual do MRT por filiação democrática no PSOL em São Paulo, sobre a necessidade de impulsionarmos uma luta contra o avanço da extrema-direita.

quinta-feira 11 de outubro| Edição do dia

“A urgência de organizar nossa luta contra a extrema-direita, escancarada pelo aumento dos ataques dos bolsonaristas contra mulheres, negros e LGBT, como o brutal assassinato de mestre Moa do Katendê, deve nos levar a exigir que nossos sindicatos chamem desde agora assembleias e comitês em cada local de trabalho. Esses comitês precisam ser massivos, permitindo assim que os trabalhadores se organizem desde a base para lutar contra essa extrema direita e o golpismo.

As eleições foram manipuladas a cada passo pelo judiciário, tuteladas pelo exército, e com apoio da grande mídia, para que os candidatos que defendem a continuidade do programa golpista de Temer fossem os favoritos. Com o naufrágio da candidatura de Alckmin, todos embarcaram de cabeça em Bolsonaro, que agora representa a unidade de setores importantes da burguesia e do imperialismo, que querem escravizar ainda mais a classe trabalhadora e massacrar as mulheres, os negros, LGBT e indígenas.

Nós do MRT e do Esquerda Diário acompanhamos e estamos ombro a ombro com todos que frente a esse cenário querem derrotar Bolsonaro nas urnas votando em Haddad e por isso votamos criticamente no candidato do PT. Fazemos isso sem prestar nenhum apoio político a esse partido, que pela via já traíram inúmeras lutas dos trabalhadores, tentando desviar nossa indignação para uma estratégia puramente eleitoral, como foi com a greve geral ano passado que abriu caminho para aprovação da reforma trabalhista.

A estratégia para derrotar Bolsonaro passa pela luta de classes e por isso exigimos das centrais sindicais como a CUT e CTB, dirigidas pelos partidos de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, convoquem assembleias para colocar de pé milhares de comitês em todo o país, nas fábricas, universidades e locais de trabalho coordenando um plano de luta com manifestações e ocupações que possa culminar numa paralisação nacional pra derrotar Bolsonaro e o golpismo.

A tarefa central de todos os trabalhadores e jovens mais conscientes é ajudar a conduzir nosso ódio a extrema direita de Bolsonaro, para o único terreno em que poderemos triunfar: a luta de classes para que os capitalistas paguem pela crise.”




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