Opinião

PARALISAÇÕES DIA 15

CUT e CTB mais preocupada em defender o governo Dilma que por lutar

quarta-feira 15 de abril de 2015| Edição do dia

Nos últimos dias, na medida que foi crescendo a mobilização e a paralisação a Central única dos Trabalhadores (CUT), dirigida pelo PT e a Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), dirigida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), pretenderam de diferentes formas desmobilizar e gerar confusão na perspectiva de desorganizar a luta. Seus compromissos em diferentes níveis com os governos federais, municipais e estaduais e a necessidade de se manter nas estruturas burocráticas dos sindicatos fez que façam uma convocatória de forma rotineira, sem assembléias de base. Para isso contaram com ajuda do Partido Comunista Revolucionário (PCR), um partido estalinista - sim pasmem leitores de Esquerda Diário -, ainda em Paraíba no nordeste de Brasil existe um partido que se declara abertamente estalinista e dirige o DCE da UFCG e o sindicato dos urbanitarios, mas que nos fatos só defendem as posições do PCdoB.

Estes sindicatos e partidos durante todo o processo fizeram o possível por minar qualquer possibilidade de unidade de ação. Mudaram unilateralmente de local a convocatória, pretendiam adiar a mobilização de rua para esvaziar todo o possível e não cortar ruas, pretendiam monopolizar o microfone para silenciar aqueles contrários ao governo de Dilma e o PT. De fato, já tinham decidido não fazer nada de forma unitária com aqueles sindicatos, movimentos e partidos que em nossa heterogeneidade tenhamos uma política contrária ao governo federal. Agiram como verdadeiros capachos.

Mas a prática é a prova da verdade, em Campina Grande foi importante manter a iniciativa política na mobilização, se pretendeu construir unidade de ação e continuaremos tentando, mas uma lição é preciso que seja tirada pelos trabalhadores e a juventude combativa, para defender os direitos de nossa classe dos patrões, dos governos e o Estado temos que superar essas direções. O de hoje tem que ser um ponto de partida para resistir os ataques dos governos, dos patrões e do Estado e na perspectiva de construir uma alternativa da classe trabalhadora para que a crise seja paga pelos capitalistas.




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