Política

VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS

Bolsonaro disputa vacina com Doria e afirma reedição do decreto de privatização do SUS

Na sua live dessa quinta-feira, 29/10, Jair Bolsonaro,afirma que vai reeditar decreto de privatização das Unidades de Saúde. Também, nessa mesma live, ele disputa com Dória o controle das vacinas no Brasil, mantendo-as longe do alcance massivo da população.

sexta-feira 30 de outubro| Edição do dia

foto: reprodução Youtube

Na live dessa quinta-feira, o presidente, em clara disputa política pelo tema, critica a obrigatoriedade da vacina contra Covid-19, afirmando que não patrocinará o imunizante produzido pela chinesa Sinovac. Também, Bolsonaro proibiu um acordo que o Ministério da Saúde havia feito com o estado de São Paulo para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac. Isso deixa claro que o que está em jogo para Bolsonaro e Dória não é a vida da população, mas sim o uso político do tema, quando na realidade, assim como fizeram durante toda a pandemia, não disponibilizam a testagem massiva para a população, se negando a impor a reconversão da produção industrial que seria capaz de produzir respiradores mecânicos e leitos de UTI, obrigando milhões de pessoas a seguir trabalhando em condições insalubres. Por isso, é preciso exigir em primeiro lugar a disponibilização e garantia de acesso universal e gratuito à vacina, de forma rápida e massiva, para todos aqueles que quiserem.

Além disso, nessa mesma live, Bolsonaro comenta a revogação do decreto que abria espaço para a privatização de unidades do SUS, e sua possível reedição. Apesar dessa revogação, já era de se esperar que uma reedição do decreto viria mais cedo ou mais tarde, pois os capitalistas aguardam ansiosamente qual o melhor momento para terminar de arrancar a saúde pública da população, destinando-a à iniciativa privada, representada pelas organizações sociais (OS). Nas palavras do presidente, “revoguei o decreto, fiz uma nota explicando o que era esse decreto, dizendo que nos próximos dias poderia reeditar o decreto, o que deve acontecer na semana que vem”.

Bolsonaro justificou a privatização sob o pretexto de precisar de uma solução para terminar algumas unidades de saúde que ainda não estão finalizadas para funcionarem. No entanto, a privatização não é solução, pois 71,5% da população brasileira depende do SUS, em sua maioria, trabalhadores formais e informais, desempregados e o povo pobre, pessoas que não têm condições de pagar pela sua própria saúde. A gravidade de se privatizar a saúde se mostra ainda maior agora na pandemia em que milhares de pessoas morreram por falta de assistência básica. Além disso, “a letalidade não é só do vírus, mas principalmente de um sistema de saúde que há anos vem sendo atacado, privatizado, incapaz de atender problemas de saúde cotidianos, em favor dos lucros de bancos, indústrias farmacêuticas e dos monopólios privados de saúde”, como disse a candidata a vereadora pela Bancada Revolucionária em São Paulo, Diana Assunção.

O SUS já não é 100% público, tendo em vista que as OS já fazem a gestão de algumas unidades de saúde, por isso, além de repudiar esse ataque bolsonarista, é necessário lutar pela completa estatização desse sistema de saúde e para que os próprios trabalhadores controlem a sua gestão. Além disso, é necessário lutar pelo não reconhecimento da dívida pública que todos os anos arranca enormes cifras da população destinando-as a banqueiros e empresários estrangeiros, com quem sequer os trabalhadores têm alguma relação. Essa dívida, que estrangula o orçamento da união, o qual deveria ser destinado à saúde, à educação e à previdência, é completamente ilegal e fraudulenta.




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