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Viernes 10 de Julio de 2020
21:34 hs.

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GREVE DOS PROFESSORES DO RJ
Professores do Rio de Janeiro votam continuidade da greve: Ato dos professores na ALERJ impede votação de Projeto que facilitaria demissão de servidores.
Ronaldo Filho
Professor da rede estadual do RJ

Assembleia de professores do estado do rio de Janeiro vota por manter a greve.

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Em mais um momento de luta, os profissionais de educação do Rio de Janeiro realizaram uma assembleia que contou com a presença de mais de 2 mil pessoas, na qual a ampla maioria votou pela continuidade da greve. Decidiram também continuar realizando atos que dialoguem com a população e denunciem a política do governo PMDB/PP que além de garantir as Olimpíadas privilegiando os empresários em detrimento da população, atacam não só os profissionais da educação, mas todo o serviço público ameaçando demitir servidores e reduzir o atendimento a população.

A próxima assembleia ficou para o dia 26/07, haverá um ato cultural na Cinelândia 22/07 para angariar mais recursos para o fundo de greve e outro em Copacabana 24/07. Também foram apresentados recursos em relação à audiência de conciliação e a suspensão de calendário, mas prevaleceu a decisão de assembleias anteriores de não chamar para o dissídio. Também foi constatado que o índice de grevistas reduziu após o pagamento descontado e as diversas pressões que a categoria vem sofrendo como o medo de novos cortes e de uma reposição punitiva, que já esta sendo tocada por direções autoritárias. Porém, mesmo este índice menor ainda é maior do que em greves anteriores.

Como se não bastasse às ameaças do Governo e as incertezas econômicas que categoria vem sofrendo, a porção majoritária da direção do SEPE aumentou este tencionamento ao divulgar textos e áudios em redes sociais, indicado que a greve não tem mais o que conquistar e que uma vanguarda inconsequente quer levar a categoria ao martírio, e tudo isso para defender a saída da greve que esta se aproximando das Olimpíadas e acontece em um ano eleitoral, fazem isso naturalizando o corte de salários, depois de dirigirem uma greve rotineira que caminhava para um beco sem saída. Agora pensam num recuo que não prepara a categoria para as batalhas contra a política do Dorneles e do PMDB, de ser pioneiros nos ataques serão implementados pelo governo golpista do Temer nacionalmente. Com isso negligenciam a necessidade de forçar novas rodadas de negociações para garantir pontos em aberto da pauta, além da suspensão do calendário, que precisa ser imposta ao governo em negociação pós greve.

A porção da direção do SEPE que defendeu o fim da greve com base em um discurso recuado, criminalizando companheiros de luta, não efetivando o uso do fundo de greve para dar mais segurança à categoria, além de absurdamente usar o jurídico para desarmar a categoria dizendo que o PL 1975/16 não iria afetar em nada a estabilidade dos servidores públicos, mascarando a política do governo que abre brechas para isso, para acabar com a greve.

O após a assembleia a categoria realizou um ato na frente da ALERJ com mais setores do funcionalismo público como as categorias da UERJ que estão em greve há 4 meses e FAETEC. O ato era para barrar a votação do PL 1975/2016 que mudará a Lei de diretrizes orçamentárias (LDO), que na prática, acreditasse, facilitará a demissão de servidores públicos, já prevista na constituição federal e na lei de responsabilidade fiscal, mas precisa que algumas condições orçamentárias existem para que se efetive. Do lado de dentro da ALERJ, um grupo de professores junto a servidores da FAETEC e da UERJ, ocuparam a plenária para pressionar contra a votação da PL. Após mais de quatro horas, foram expulsos pela Tropa de Choque da Polícia Militar a mando do presidente da casa, Jorge Picciani, na tentativa de garantir a votação à força, contra a vontade dos trabalhadores.

Do lado de fora, a categoria tentou entrar na ALERJ e foi barrada e atingida com spray de pimenta. Escancarando mais uma vez que ali não é a casa do povo, mas sim o balcão de negócios da burguesia. Durante o período do ato, foram realizadas atividades como o corte da Av. 1º de Março, colagem de contracheques e adesivos na faixada da ALERJ e nos carros dos deputados e velas na escadaria simbolizando a vigília pela estabilidade dos empregos. Ao final do ato, devido à pressão externa e a emendas feitas ao projeto pela bancada do PSOL, retiraram a PL da ordem do dia, mas ela voltará em outro momento.

Esta última ação da categoria mostrou a clara necessidade de se manter mobilizados frente à continuidade dos ataques ao funcionalismo e a população. Devemos ligar nossa luta ao não pagamento da dívida pública do Rio de Janeiro e a crise provocada pelos capitalistas que estão jogando a conta nas costas dos trabalhadores. Por isso defendemos que políticos como Picciani ganhem o mesmo que uma professora! É preciso construir com peso os atos votados pelas categorias e unificar pela base todos os servidores públicos para lutar contra os ajustes no Estado do Rio de Janeiro.

 
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