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Martes 20 de Agosto de 2019
16:15 hs.

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SURGE O MRT
Um novo nome para uma nova etapa
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No mês de abril, nós da Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional realizamos sessão extraordinária de nosso V Congresso onde definimos, entre outros temas, pela mudança do nome de nossa organização. Com o nome Movimento Revolucionário de Trabalhadores, integrante da Fração Trotskista – Quarta Internacional, nos propomos a dar novos passos na luta revolucionária dos trabalhadores e da juventude.

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No mês de abril, nós da Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional realizamos sessão extraordinária de nosso V Congresso onde definimos, entre outros temas, pela mudança do nome de nossa organização. Com o nome Movimento Revolucionário de Trabalhadores, integrante da Fração Trotskista – Quarta Internacional, nos propomos a dar novos passos na luta revolucionária dos trabalhadores e da juventude. A LER-QI, da qual nos orgulhamos, correspondeu a uma primeira etapa de educação dos quadros numa estratégia e num programa revolucionário e internacionalista, assim como a batalha para fundir essas ideias com setores da juventude e em especial da classe operária. Boa parte dessa etapa de construção se deu ainda na contracorrente das derrotas impostas pela ofensiva neoliberal.

As jornadas de junho de 2013 no Brasil abriram uma nova etapa da luta de classes e colocaram novas tarefas. Batalhando para organizar setores de vanguarda desse processo em uma perspectiva revolucionária, organizamos o Encontro “Lições de Junho” com 800 pessoas em 2013, e em 2014 dois encontros com mais de 200 trabalhadores. Etapa dentro da qual a classe trabalhadora vem protagonizando a maior onda de greves dos últimos 20 anos, dentre as quais se destacam as grandes greves da construção civil nas obras do PAC, a greve dos garis no Rio de Janeiro, a dos trabalhadores da USP, a da Volkswagen de São Bernardo, da GM de São José dos Campos, de motoristas de ônibus em várias capitais e de professores em vários estados.

Na USP, nos orgulhamos de ser parte da tradição que permitiu o desenvolvimento de uma poderosa democracia de base, através da qual os trabalhadores se auto-organizaram formando um comando de delegados revogáveis eleitos por local de trabalho; e que permitiu estabelecer uma ligação orgânica entre a luta salarial e a luta em defesa da do ensino público superior e do Hospital Universitário, duas lições essenciais para compreender o triunfo dos trabalhadores da USP depois de mais de 100 dias de greve.

Foi sobre a base desses encontros e de nossa atuação na luta de classes que impulsionamos o Movimento Nossa Classe como alternativa de organização no movimento operário, unindo militantes revolucionários e setores independentes de distintas categorias na batalha por forjar uma nova tradição no movimento operário.

Agora, a mudança de nome para Movimento Revolucionário de Trabalhadores simboliza a ambição de influenciar setores mais amplos da classe trabalhadora e da juventude nacionalmente. Tendo cumprido uma etapa de acumulação de quadros num programa e numa estratégia revolucionária e internacionalista, tanto no plano teórico como em exemplos práticos na luta de classes do movimento operário e do movimento estudantil, queremos nos dirigir a setores mais amplos da classe trabalhadora e da juventude num momento em que se opera um choque entre as tendências de declínio dos governos pós-neoliberais e um emergir da classe operária na América do Sul, que no Brasil tem uma importante expressão na crise do PT.

É nesse marco em que se insere o lançamento do Esquerda Diário como um portal latino-americano que busca forjar uma corrente de opinião que expresse os setores mais avançados da classe trabalhadora e lute para que o declínio dos governos pós-neoliberais não seja capitalizado pela direita. Uma voz internacional a serviço de criar uma força militante no movimento operário e na juventude baseada na luta contra a burocracia sindical, a patronal, seus governos e o imperialismo. Um diário digital que ajude a recompor os debates teóricos do marxismo em chave revolucionária, um aspecto que brilha por sua ausência nos meios periodísticos da esquerda brasileira, recuperando fortemente a tradição teórica e estratégica do marxismo para tirar as principais lições dos processos históricos do movimento operário mundial. Que seja referência para amplos setores de trabalhadores e jovens na batalha para construir uma força militante internacionalista e pela independência de classe, que ligada aos próximos grandes acontecimentos da luta de classes possa fazer concreta a perspectiva da revolução socialista e de uma Federação de Repúblicas Socialistas da América Latina.

Para além de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o portal Esquerda Diário já leva essas ideias sistematicamente a leitores do Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Ceará, e outros estados do país. Em menos de um mês, o Esquerda Diário já superou os acessos dos sites do PSOL, PSTU e PCO, transformando-se no maior site da esquerda. Desta forma, queremos levar a centenas de milhares não somente as ideias da esquerda, mas as experiências de auto-organização e de luta contra o corporativismo sindical que levamos à frente nas estruturas operárias e estudantis em que militamos. A este instrumento digital combinaremos a distribuição quinzenal do Jornal Palavra Operária, que em nova fase buscará debater de forma mais simples as ideias revolucionárias nas fábricas, serviços estratégicos e locais de estudo.

Frente à crise do PT, o MRT se propõe a organizar os trabalhadores que estão na linha de frente das greves que têm sacudido o país nos últimos anos, assim como a juventude que protagonizou as jornadas de junho de 2013. Como ala minoritária da Central Sindical e Popular – Conlutas, batalhamos para que esta se transforme em um polo combativo de vanguarda que possa realmente emergir como uma alternativa à burocracia cutista, o que só será possível superando o rotineirismo das datas-bases e a adaptação ao corporativismo que marcam a direção majoritária do PSTU sobre essa central. Queremos que os 1,6 milhões de pessoas que votaram em Luciana Genro não tenham como perspectiva apenas votar de dois em dois anos e sim que possam construir uma força militante para as batalhas da luta de classes, a serviço das quais deveriam estar as bancadas parlamentares do PSOL, que não cumprem esse papel por se adaptarem ao petismo ou buscarem construir um partido reformista sem base operária como o Syriza na Grécia.

Retomando o mais avançado da experiência revolucionária do movimento operário mundial, nos referenciando nos grandes dirigentes revolucionários do século XX como Leon Trotsky, Vladimir Lenin, Rosa Luxemburgo, entre outros, nos propomos retomar e reatualizar o marxismo revolucionário nos tempos atuais. Queremos contribuir na tarefa de construir um partido dos trabalhadores que supere a experiência com o PT e não repita os erros da estratégia reformista por dentro do Estado capitalista, que possa ser um partido de combate da classe operária e da juventude, com um programa revolucionário. Os debates que nos próximos meses faremos enquanto Movimento Revolucionário de Trabalhadores, dialogando com as organizações de esquerda como PSTU, PSOL e com o conjunto da vanguarda, estarão a serviço de pensar este desafio, que em um país com dezenas de milhões de trabalhadores não surgirá fruto do mero desenvolvimento evolutivo de nenhuma das organizações atualmente existentes, mas de uma política decidida pra fundir as ideias marxistas revolucionárias com a vanguarda da classe operária brasileira na luta pela revolução operária e socialista internacional.

 
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