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Viernes 18 de Octubre de 2019
23:54 hs.

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Estudantes e trabalhadores se levantam nas universidades em defesa da educação pública
Bruno Gilga
Diretor de Base do Sindicato da USP.
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Nas Universidades Estaduais Paulistas começou a mobilização contra o desmonte da Universidade e os cortes de verba para a educação. Entre os trabalhadores a luta contra o arrocho salarial, em defesa dos empregos e contra a repressão e pela liberdade de organização sindical e política ganha peso. Por parte dos estudantes, a luta por permanência estudantil, cotas raciais e condições de estudo é o fator mobilizador junto da solidariedade ao movimento dos trabalhadores.

O Reitor da Unicamp acaba de anunciar o corte de 40 milhões. Na USP esses cortes acumulados são ainda maiores. Sem contar a ameaça de fechamento das creches e da Escola de Aplicação, o desmonte da Prefeitura, a terceirização dos restaurantes e o sucateamento do Hospital Universitário com a perspectiva de sua desvinculação, tudo com o objetivo de demissão em massa. Na UNESP o principal alvo dos cortes tem sido a permanência estudantil, justamente no momento em que se aumenta o número de cotistas.

Nas três universidades a perseguição contra os estudantes e trabalhadores tem sido dura. Na USP, em particular, o SINTUSP recebeu uma ameaça de despejo de sua sede. De maneira arbitrária e unilateral, a Reitoria quer atacar a organização sindical e política dos trabalhadores da USP ameaçando, sem justificativa, o desalojamento forçado da sede na qual ele se encontra há mais de 50 anos.
Desde o início do ano todas as categorias têm se mobilizado. Os trabalhadores da USP aprovaram greve a partir do dia 12/05, os estudantes da USP tem indicativo para a mesma data, já referendado nas Faculdades de Educação, ECA e no curso da Letras. Na Unicamp os estudantes do IFCH, das Artes e Economia – que também estão mobilizados contra o golpe institucional da direita reacionária – e a Educação aprovaram dias de paralisação e decidirão pela greve até o dia 13/05, já os trabalhadores indicam greve para o dia 17/05. E na UNESP, os estudantes de Marília, Ourinhos, Assis e Franca aprovaram dias de paralisação e também preparam a greve. Todas as categorias decidiram realizar um dia unificado de manifestação em 16/05, quando haverá a negociação da pauta unificada, que envolve o reajuste salarial.

Essa forte movimentação entre estudantes e trabalhadores das universidades, no momento em que os secundaristas de SP protagonizam novas ocupações, anuncia a possibilidade de um forte luta em defesa da educação. A Juventude Faísca participa da mobilização estudantil nas três universidades, com medidas de apoio aos secundaristas, e os trabalhadores da USP já votaram que sua greve também é em apoio e pela unificação com a luta secundarista, e essa aliança sera decisiva para a defesa da educação.

 
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