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Martes 15 de Octubre de 2019
18:08 hs.

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PROFESSORES SP
Depois de Manobra, Alckmin paga bônus aos professores
Marcella Campos, professora da rede pública

Conforme já viemos denunciando aqui no Esquerda Diário, os valores pagos aos professores são totalmente irrisórios. Este ano o governo Geraldo Alckmin destinou metade do valor pago em 2015 para o pagamento do bônus para o professorado este ano, cerca de R$ 450 milhões.

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Nas últimas semanas o pagamento da bonificação causou agitação na categoria já que Alckmin anunciou que não pagaria o bônus e reverteria em aumento de 2,5% nos salários dos professores. Com a péssima repercussão dessa decisão o governo fez uma enquete para que os professores respondessem se preferiam aumento ou o pagamento do bônus, já que os dois ele não daria, dando como desculpa a queda na arrecadação do estado em meio à crise econômica.
Mais uma manobra muito bem engendrada pelo governo para dividir ainda mais a categoria e impossibilitar qualquer mobilização dos professores. Isso porque sabendo que, pelos baixos salários, os professores esperam o pagamento da bonificação por resultados para ter um “respiro”, anunciou que pagaria o bônus e que não daria reajuste salarial. Ilegalmente o governo de São Paulo esta indo para o terceiro ano consecutivo sem conceder aumento para o professorado. São quase 30 meses sem aumento e com uma inflação que corrói a já baixa remuneração.
Enquanto isso o sindicato da categoria, a Apeoesp, continua se pintando de combativo em cima do carro de som, mas bem longe de mobilizar as escolas e os professores. Na última assembleia, mesmo com o apoio importante dos alunos, ao invés de votar um plano de luta concreto para reivindicar pautas importantes da categoria, como o aumento salarial e a transformação do bônus em salário, apenas votou uma nova assembleia no dia 29 de abril. Muito distante da urgência e da necessidade que se faz por uma luta real pela valorização dos professores.
É preciso que a Apeoesp, com a direção majoritária e também as oposições, mobilize professores, alunos e comunidade para travar mais essa batalha contra as intenções do governo de passar a conta da crise para a educação, assim como foi com o plano da reorganização escolar, onde quase 100 escolas seriam fechadas para economizar verbas. Contra este plano os alunos foram vitoriosos e barraram este ataque. Por isso precisamos seguir este exemplo, que se espalhou para Goiás, RJ e agora com ações inicias no Pará

 
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