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Martes 22 de Octubre de 2019
09:07 hs.

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PLANO DE LUTAS - USP
Trabalhadores da USP retomam a luta contra Zago, Alckmin e o ajuste
Patricia Galvão
Trabalhadora da USP e integrante da Secretaria de Mulheres do SINTUSP
Bruno Gilga
Diretor de Base do Sindicato da USP.
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Está se aprofundando o escândalo sobre o desvio de dinheiro das merendas das crianças das escolas estaduais de São Paulo, e apontando cada vez mais alto para o envolvimento de políticos muito próximos a Alckmin, como o presidente da ALESP, Fernando Capez, também do PSDB. Enquanto isso, o governo aprofunda também os cortes de orçamento, inclusive para a educação, e nas universidades públicas estaduais isso não é diferente. A estimativa de repasse para as estaduais este ano já foi rebaixada em R$233 milhões, e esse valor deve aumentar ainda mais (no ano passado o repasse já foi R$475 milhões abaixo do previsto).

A gestão do reitor Zago segue buscando “resolver” essa crise com um ajuste que significa o desmonte da universidade. Avança na terceirização dos bandejões, no fechamento das creches, no desmonte das prefeituras dos campi, ameaça recolocar a desvinculação do HU em votação em breve, aumenta a pressão sobre os trabalhadores e automatiza funções para cortar postos e acena com chantagens em relação ao reajuste salarial, além de manter os vales alimentação congelados há três anos, quando a inflação já ultrapassa os 10%. Tudo isso tem como objetivo declarado de “enxugar” a folha de pagamento, depois de demitir quase dois mil trabalhadores, a maior parte através de um PIDV.

Isso é compensado com mais terceirização, cuja consequência vimos se repetir outra vez no início de fevereiro, com a Higilimp deixando sem salários e direitos centenas de trabalhadores – como em vários órgãos públicos -, que na USP arrancaram da reitoria o pagamento dos salários através do piquete e da luta.

As medidas da gestão Zago atingem também diretamente estudantes e professores, como os cortes de bolsas e permanência estudantil, o congelamento da contratação também de professores, que já está sendo respondido com a contratação de professores temporários com salários a partir de R$1.600,00, e a discussão sobre o fim da contratação de professores em regime de dedicação integral (RDIDP). Em todos os casos, o impacto é sobre o ensino, a pesquisa e a extensão. E Zago chama esse desmonte de “gordura pra queimar”.

Frente a isso, a Assembleia Geral dos Trabalhadores da USP que ocorreu quarta-feira, dia 24/02, após reuniões na maioria das unidades aprovou um plano de lutas que incluía a construção de um ato unificado com os estudantes na reunião do Conselho Universitário, no dia 01/3 e uma paralisação geral no dia 31 de março, dia de negociação com o CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), onde entregaremos a pauta unificada dos trabalhadores. Entre essas ações, realizaremos um Encontro de Trabalhadores da USP no dia 23/03 e o VII Encontro de Mulheres Trabalhadoras da USP no dia 10/03. O objetivo é construir uma luta unificada, que vá para além da resistência isolada de cada unidade ou contra cada um desses ataques, e possa defender a universidade derrotando o conjunto do plano da gestão Zago.

 
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