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Viernes 18 de Septiembre de 2020
13:48 hs.

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VOLTA AS AULAS
Sem estrutura para os alunos voltam as aulas em Fortaleza
Marcella Campos, professora da rede pública
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Os absurdos da falência do ensino público brasileiro, causada pelos governos dos municípios, estados e governo federal, não param de ser escancarados, mesmo que já não sejam mais segredo para ninguém. Vão de roubo na merenda à crianças tendo aula no chão. Como em Fortaleza, onde os alunos retomaram as atividades escolares no último dia 27, mas sem a minima estrutura para que possamos chamar de aula.

Em denuncia feita pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) os alunos da rede municipal aparecem em fotos e videos sentados no chão e apoiando os cadernos e livros no colo e em cadeiras de plástico, isso porque faltam mesas para as crianças.

Segundo o diretor do Sindiute, Wellington Soares, a falta de mesas e cadeiras para os alunos não é falta de sorte de apenas uma ou outra escola, mas sim um problema identificado em quase toda a rede da capital cearense.

A Secretaria Municipal de Educação, do governo de Roberto Cláudio (PDT, base aliada do PT), informou em nota que o problema foi provocado pelo aumento no número das matrículas e que já foram comprados 7.000 novos conjuntos de mesas e cadeiras.

Se a "desculpa" da prefeitura de Fortaleza, de que houve aumento nas matriculas, é verdadeira resta saber o porquê de não terem feito a compra dos conjuntos antes, já que as matriculas foram encerradas no dia 8 de janeiro, ou seja, com tempo mais que o suficiente para que se tivesse previsto a falta de material para receber os novos alunos.

O que de fato fica claro, mais uma vez, é a falta de interesse dos governantes em promover uma educação publica de qualidade para os filhos dos trabalhadores, já que dinheiro, a tal da verba, não pode ser justificativa. Toda a população sabe que o dinheiro público é desviado em diversos casos de corrupção e/ou má utilização por parte dos políticos, sendo empregado no setor privado de seus amigos empresários, como é o caso do superfaturamento da compra das merendas escolares no estado de São Paulo.

Desde de junho de 2013 a luta pela educação vem crescendo chegando a ter greve de professores em 11 estados ao mesmo tempo e as ocupações das escolas feita por alunos ter se espalhado por São Paulo e Goias. Em São Paulo, os estudantes deram exemplo, derrotando a chamada reorganização de Alckmin e derrubando o secretário de educação Herman, com a força da mobilização de base e sendo apoiados por grande parte da população.

 
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