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Jueves 24 de Junio de 2021
05:27 hs.

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REABERTURA INSEGURA DAS ESCOLAS
“Só professor não quer trabalhar na pandemia”, diz deputado do alto de seus privilégios
Redação

O deputado Ricardo Barros (Progressistas) fez uma declaração nesta terça, 20, expressando não apenas o quanto desconhece a realidade dos professores da rede pública em todo o país, mas também todo o cinismo da casta política que se diz preocupada com a educação.

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Imagem: Reprodução

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas), líder do governo na Câmara dos Deputados, declarou nesta terça, 20, que “só professor não quer trabalhar na pandemia” e, além de outros insultos, alegou também que “o professor não quer se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada".

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Categorizar a educação como serviço “essencial” associado a todo esse discurso está a serviço de justificar e pressionar o retorno inseguro das aulas, uma vez que tanto o negacionismo do governo Bolsonaro como a demagogia de governadores como Doria, tem promovido a reabertura das escolas sem garantir condições mínimas de segurança diante do agravamento da pandemia, causando uma série de contágios não só em professores, mas também alunos e trabalhadores da educação.

Quando o deputado, do alto de seus privilégios, faz alegações absurdas como esta, apenas reforça o quanto o governo Bolsonaro e a casta política desprezam a educação pública, que está sendo garantida apesar de toda a precarização, por milhares de professores que extrapolam diariamente a sua jornada de trabalho para garantir um mínimo de assistência para seus alunos.

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O retorno às aulas não pode ser uma imposição dos governos que jogam professores, alunos e trabalhadores da educação no risco da exposição à covid-19, engrossando, inclusive, as estatísticas de casos graves e de mortes pela covid-19. As condições de segurança sanitária só poderiam ser de fato garantidas se cada comunidade escolar pudesse decidir se, quando e de que forma as aulas seriam retomadas.

 
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