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Domingo 18 de Abril de 2021
21:21 hs.

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Ataques de Bolsonaro e chanceler brasileiro geram retaliação chinesa sobre vacina
Redação

Os insumos necessários para a produção tanto da vacina Sinovac quanto da AstraZeneca são provenientes da China e dependem da liberação da burocracia de Pequim, que pode atrasar a análise do pedido em retaliação aos ataques da diplomacia brasileira ao país.

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A produção das vacinas no Brasil está condicionada a disponibilidade de seus princípios ativos, tanto da empresa Sinovac quanto da AstraZeneca, insumos que são fabricados na China. Justamente neste fato pode estar mais um obstáculo para o prosseguimento dos planos de vacinação.

A sequência de ataques da diplomacia brasileira à China, encabeçados pelo clã Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo, representante da ala ideológica mais delirante do governo, pode vir a custar caro para o país. O bolsonarismo, seguindo o roteiro trumpista, foi parte dos grupos que culpabilizaram a china pelo dito "vírus chinês". Esse foi o capítulo mais recente de uma complicada relação do bolsonarismo com a China, em que ao mesmo tempo que inclui sua servidão a Trump em meio a guerra comercial EUA-China, não pode ir até o final com essa política em razão da enorme dependência do Brasil com seu maior parceiro comercial. Ainda assim, ano passado uma declaração de Eduardo Bolsonaro provocou grande crise diplomática entre os países:

“Quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. [...] +1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas. [...] A culpa é da China e liberdade seria a solução”.
Ataque de Eduardo Bolsonaro à China em 18/03/2020

O Brasil agora está dependendo da liberação da compra dos IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos) para dar sequência a produção de vacinas. As 6 milhões de doses do Butantan entregues até agora não são suficientes para vacinar sequer metade dos trabalhadores da saúde do país. Já os 2 milhões de doses da AstraZeneca que o governo buscaria na índia seguem sem previsão de entrega.

O negacionismo de Bolsonaro, dessa vez seu negacionismo diplomático, sabota mais uma vez as possibilidades de alcance à vacina. Porém, esse episódio mostra como a vacina se torna mais um instrumento entre as disputas geopolíticas dos Estados nações. A burocracia do Partido Comunista Chinês mostra também como assim como Trump e Bolsonaro, ou Merkel, e demais grandes potências capitalistas, não estão nem um pouco preocupadas com as milhares de vidas de trabalhadores em risco, apenas com a sustentação de seus próprios regimes.

 
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