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Domingo 20 de Septiembre de 2020
19:56 hs.

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CORONAVÍRUS
Mais um trabalhador da saúde do HC da UNICAMP faleceu em decorrência da Covid-19
Redação

Fábio, com 41 anos, trabalhador negro, assim como Luci foi mais uma vítima da negligência com os todos profissionais da saúde que seguem diariamente colocando as suas vidas em risco e dando toda a sua força de trabalho para salvar os contaminados pelo novo coronavírus, a pandemia que neste cenário de extremo descaso do governo Bolsonaro já ceifou mais de 65 mil vidas.

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Após a morte da atendente de enfermagem, Luci Peroto, de 63 anos, mais um trabalhador do HC da Unicamp faleceu infectado pelo novo coronavírus. Bem com à Luci, os demais profissionais prestaram uma forte homenagem também a Fábio, com o qual dividiram as jornadas exaustivas dos últimos dias. Os trabalhadores, em homenagem, também denunciam as precárias condições nas quais são condicionados, como a falta de EPIs, testes, leitos e o necessário afastamento daqueles que fazem parte do grupo de risco, isto é, medidas minimamente necessárias para evitar que outros tantos trabalhadores viessem a óbito.

Acompanhe a homenagem prestada a Fábio, feita pelos trabalhadores da saúde:

Homenagem

Enfermagem do HC, em neio a dor, prestam homenagens a Lucy e Fabio mortos pela covid19.

Publicado por Stu Sindicato Trabalhadores em Sábado, 11 de julho de 2020

Bolsonaro, o grande regente da catástrofe social na qual estamos vivendo, com seu discurso negacionista, e extremo desprezo à intensidade do avanço da pandemia, é sem dúvidas responsável pelo atual número que hoje bate mais 65 mil mortos pelo novo coronavírus. Bolsonaro demonstrou, em reunião ministerial, preocupação em avançar com as privatizações, como Guedes sinalizou, desmatamento da Amazônia por meio de Sales, e ódio pelos povos indígenas e minorias com Weintraub, menos um plano para salvar as vida da pandemia. Ofereceu ineficientes R$600 para famílias não morrerem de fome, quando desempregadas, além de deixar uma imensidão sem mesmo ter acesso a esse “auxílio“.

Não só ele, como Dória que se coloca na hoje em oposição a Bolsonaro, enquanto governador “racional”, quando na verdade permite que milhares de trabalhadores sejam demitidos em meio a pandemia, quando deixa profissionais de saúde trabalhando em condições super precárias que inevitavelmente colocam suas vidas em risco, mas que atende aos interesses mais imediatos dos empresários com a reabertura do comércio ou então com os cortes de salários com a MP 936, esta, por sua vez, aprovada por Bolsonaro.

Não deixamos de esquecer a responsabilidade que tem a Reitoria de Marcelo Knobel e a drieção do HC, que diz “estimar” os seus “heróis anônimos”, tal qual como fez à Luci, em mensagens de pesar e “reconhecendo” o trabalho dos profissionais da saúde. No entanto, o que Knobel faz é dirigir a crise atual em que passa o HC sem efetivar um plano de emergência que coloque a vida dos trabalhadores em menores níveis de exposição possível, contratando mais pessoal, aplicando mais testes, liberando o grupo de risco e aumentando massivamente a quantidade de leitos do HC. Pelos nossos mortos não exigimos solidariedade da reitoria, exigimos condições materiais de qualidade para que menor seja o número vidas perdidas, principalmente daqueles que dão a sua força de trabalho e se expõem diariamente tentando salvar a população infectada.

No momento em que a Unicamp soma mais de R$12 milhões em doações, investimento este destinado às unidades de saúde, exigimos que os trabalhadores decidam onde utilizar este montante, pois é inadmissível saber que há profissionais morrendo infectados enquanto existem milhões de reais vindos de doações, é fundamental que seja toda essa quantia destinada para assegurar a vida daqueles que a reitoria conclama como “heróis” após a morte, mas que em vida nega recursos suficientes para que estejam protegidos de fato.

Nós, do Esquerda Diário, prestamos total solidariedade para a luta dos trabalhadores da saúde, acreditamos que todas as vidas são essenciais, principalmente as dos mais pobres, dos trabalhadores, negros e negras em sua maioria perdidas pela hecatombe da pandemia, resultado da política negacionista de Bolsonaro e da demagogia dos governadores. Lutamos por todas Lucis e todos Fábios que hoje, infelizmente, se foram deixando amigos e familiares, engrossando as estáticas recordes dos profissionais da saúde que morreram no Brasil.

 
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