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Sábado 19 de Septiembre de 2020
12:23 hs.

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AMAZÔNIA
Exército estende tempo na Amazônia para manter os recordes de desmatamento e ataques aos indígenas
Redação

Mesmo com o desmatamento na Amazônia batendo recorde em junho, o que evidencia que as forças armadas não estão preservando o meio ambiente, o governo federal prorrogou até novembro a presença das forças armadas na Amazônia Legal através da GLO, Garantia da Lei e da Ordem, para garantir assim mais repressão, ataque aos indígenas e queimadas.

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O governo de Bolsonaro prorrogou até novembro a presença das Forças Armadas na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas federais nos Estados da Amazônia Legal, tudo isso através da repressiva Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A decisão anterior valia para o período de 11 de maio até 10 de junho deste ano e agora irá até 6 de novembro. Isso ocorre no mesmo período em que a Amazônia bate recorde de desmatamento pelo 14° mês seguido, fazendo de junho o mês com maior desmatamento em 5 anos.

O desmatamento atinge fortemente áreas indígenas, na pandemia 72% do desmatamento aconteceram em terras indígenas e UCs federais, além disso, essa semana Bolsonaro vetou obrigações do Estado com os povos indígenas na pandemia, o que incluía, além da água potável, distribuição de materiais de higiene e limpeza e de desinfecção das aldeias. Também oferta de leitos hospitalares e de unidade de terapia intensiva (UTI), ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea.

Mourão chegou a falar que "o indígena se abastece da água dos rios que estão na sua região", mostrando o reacionarismo da caserna que junto com Bolsonaro odeiam os povos indígenas, mulheres e negros. E evidenciam que só estão na Amazônia Legal para garantir mais desmatamento e ataques aos indígenas e não para combater os garimpos ilegais e as queimadas.

Eles querem "passar a boiada" como disse Ricardo Salles na absurda reunião ministerial. Tudo isso para aprofundar o projeto semicolonial do Brasil e fazer do país ainda mais "fazendão do mundo", servindo aos lucros do agronegócio e dos grandes capitalistas internacionais.

É urgente que as entidades de trabalhadores e jovens e os movimentos sociais tomem para si as demandas dos indígenas e contra o desmatamento da Amazônia que não se resolverá pelas mãos do exército.

 
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