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Sábado 19 de Septiembre de 2020
09:12 hs.

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JUDICIÁRIO RACISTA
STJ racista que deu prisão domiciliar para Queiroz, negou para jovem que furtou 2 xampus
Yuri Costa

Enquanto um homem que furtou 2 xampus foi considerado "grande risco para a ordem pública", Fabrício Queiroz com diversas ligações com as milícias cariocas e suspeito de obstruir a justiça teve a prisão domiciliar concedida pelo judiciário parcial e racista de nosso país.

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Presidente do STJ, João Otávio Noronha, junto a Bolsonaro. Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

De forma absurda, o STJ acatou o pedido de prisão domiciliar de Fabrício Queiroz, acusado de gerenciar o esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro. Demonstrando a total parcialidade do Tribunal e os privilégios de classe que a burguesia detém no judiciário, a mesma corte através do ministro Felix Fischer, do STJ, negou o pedido de habeas corpus de um homem de 30 anos acusado de roubar 2 xampus, num valor total de R$ 10, sob a justificativa de que, como o jovem já era reincidente em pequenos furtos, sua libertação da cadeia poderia criar um “grande risco para a ordem pública“. As informações são da coluna de Mônica Bérgamo, na Folha.

De um lado um criminoso acusado de desviar milhões dos cofres públicos para lavagem de dinheiro, com ligações diretas a influentes políticos e com ligações indiretas a organizações criminosas, as milícias cariocas, e que em liberdade se valia dessas relações para obstruir a justiça. Do outro mais um pobre coitado, que na sentença da primeira instância foi taxado como "incapaz de viver em sociedade", por seu delito tão grave.

Essa é a justiça racista e elitista de nosso país, que defende escancaradamente interesses de classe, responsável direta pela 3º maior população carcerária no mundo. Um encarceramento em massa que tem como alvo primeiro os negros, muitos presos de forma absolutamente arbitrária sem ter sequer passado por julgamento, sendo 40% a parcela de presos provisórios nesse país.

Interesses que são esfregados na cara da população mais pobre, através de relações explícitas de troca de favores, como no caso do presidente do STJ que concedeu a prisão domiciliar de Queiroz de olho na vaga do STF, que Bolsonaro nomeará nos próximos meses. O presidente que aliás já fez declarações de amor para o juiz: "Eu confesso que a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista".

Sem nenhuma vergonha a corrupta casta política e os magistrados privilegiados com super salários fazem seus conchavos a luz do dia em benefício e proteção de seus interesses. Enquanto isso a população brasileira, os negros principalmente, são considerados os "riscos a ordem pública". Esse conchavo espúrio dos poderes sintetiza bem a conjuntura de trégua entre o autoritarismo judiciário e o bloco militares- Bolsonaro, uma solução de compromisso para proteger seus interesses e atacar os trabalhadores os verdadeiros inimigos desses poderes.

 
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