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Lunes 21 de Septiembre de 2020
03:51 hs.

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XENOFOBIA DO PRESIDENTE AMERICANO
Trump mais uma vez ataca com xenofobia, dessa vez os alvos são os estudantes imigrantes
Redação

Em mais uma mostra da xenofobia e do reacionarismo do governo Trump, a Agência de Imigração e Alfândega declarou que os estudantes imigrantes que não estiverem matriculados em cursos presenciais poderão ser deportados para seus países de origem.

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Imagem: Deadline

Nesta segunda-feira, dia 6, foi anunciado pela ICE (Agência de Imigração e Alfândega) que estudantes imigrantes poderão ser deportados caso não estejam realizando cursos presenciais. A decisão surge embasada no fato de que diversas universidades anunciaram a continuidade das atividades acadêmicas por vias remotas, como é o caso de Harvard, que anunciou que o próximo ano letivo será realizado pela internet.

Desde o começo da pandemia o governo de Donald Trump tem aproveitado para destilar todo seu reacionarismo, em especial contra os imigrantes. Sendo uma das suas bandeiras de campanha o combate à imigração, Trump fechou as fronteiras com o México e com o Canadá em março deste ano, usando o discurso demagógico de proteção à saúde, sendo que iniciou tardiamente a quarentena e se negou a articular medidas de combate desde o início.

Em abril, seguindo com a mesma política xenófoba, a emissão de green card ficou suspensa por 60 dias, além disso, posteriormente o presidente autorizou a interrupção da emissão de alguns tipos de vistos pata trabalhadores qualificados, mais uma vez se utilizando da boa e velha demagogia ao garantir que estaria protegendo empregos, sendo que nada fez para a geração de novos postos de trabalho como investimento em produção de insumos básicos e redução das jornadas de trabalho, que poderiam ser redistribuídas entre empregados e desempregados.

Trump ainda foi impedido de encerrar o Daca, projeto criado durante o governo Obama que impede a deportação de 600 mil imigrantes que entraram ilegalmente no país durante a infância. A ofensiva xenofóbica está totalmente atrelada às eleições presidenciais desse ano, quando o presidente dos EUA pretende se reeleger, o discurso de extrema direita garantiu ao líder da extrema direita uma base eleitoral em 2016 que ele pretende manter com suas medidas absurdas.

A situação da pandemia afeta diretamente a milhões de estudantes e Trump quer descarregar a crise nas costas desses setores. A medida afeta inclusive as faculdades de elite mais conceituadas pelo stablishment, como Harvard.

No entanto, as recentes mudanças na conjuntura política do país podem representar um importe obstáculo para Trump, isso por que uma recente pesquisa mostra que pela primeira vez em 55 anos mais estadunidenses são favoráveis à imigração do que contrários. Segundo uma pesquisa do instituto Gallup, 34% são favoráveis contra 28% contrários, a pesquisa apontou que 8 em cada 10 entrevistados acreditam que a imigração é boa para o país.

Essa mudança subjetiva em relação aos imigrantes certamente surge como consequência do impacto das mobilizações Black Lives Matter que voltaram com toda a força este ano no país após o espetáculo de racismo que foi a morte de George Floyd, homem negro assassinado de maneira brutal por um policial em Minneapolis. A fúria negra que se levantou nos EUA também ecoou em outros países como Inglaterra e França.

Por isso, devemos ser contra essa medida de expulsão dos estudantes estrangeiros com um programa que leve as universidades a cumprirem um papel central no combate a pandemia. A universidade que hoje está a serviço do empresariado, poderia girar todas as suas forças contra o coronavírus e em defesa desses que Trump quer deportar, transmutando seu centro, do ensino a favor do capital, para se tornar um polo em favor da amplíssima maioria da população.

 
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