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Sábado 19 de Septiembre de 2020
08:59 hs.

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CORONAVÍRUS
“crianças são imunes”, segundo Crivella não existe problemas para a reabertura das escolas
Redação

Marcelo Crivella, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, declarou na última quinta-feira (02), não haver nenhum obstáculo para a reabertura das escolas pois as “crianças são imunes”. A declaração foi feita em resposta a resistência dos sindicatos da categoria dos profissionais da educação em entrarem em acordo com a reabertura.

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Segundo o reacionário prefeito não existe nenhuma contradição na reabertura das escolas, justificando a suposta imunidade das crianças em contraponto a porcentagem de morte entre pessoas acima de 60 anos (80%). A questão é que as crianças não são imunes, mas sim assintomáticas. A questão é que a maioria das crianças ficam sob cuidados de pessoas mais velhas, a questão é que as crianças na escola ficam sob cuidados de pessoas, os professores, que podem ser idosos ou não, mas que com certeza tem jornadas extenuantes de trabalho, se alimentam mal, por falta de tempo ou dinheiro, além de serem uma das categorias de trabalhadores que mais adoecem.

A demagogia do prefeito, diz que desde que as medidas de segurança sanitária sejam tomadas, não haveria nenhum problema na reabertura das escolas. Pensando a rede privada pode-se até considerar a efetivação dessas medidas, mas na escola pública? As escolas públicas que sofrem com o descaso dos estados e prefeituras, além dos enormes cortes na educação que veem de anos, não tem condições sanitárias nem em tempos “normais”, imagine em meio a uma pandemia.

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O discurso de Crivella e a insistencia numa reabertura inconsequente em meio a quase 11 mil mortes na cidade do Rio demonstra claramente que a intençao do governo é salvar o capital. O próprio ensino remoto, implementado durante a quarentena não considerava a desisgualdade no acesso a internet e a aparelhos de qualidade para poder acompanhar as aulas, a reabertura segue com o carater irracional de um governo que não considera a realidade dessas crianças, que sim precisam de cuidados, mas que também são transmissores do vírus, que convivem com outras pessoas e que precisam de muitos mais cuidados em meio a pandemia. Mais uma vez o caráter anti operário do governo se expressa, colocando a reabertura sem de fato pensar formas de enfrentar a pandemia de forma que não seja a classe trabalhadora a pagar pela crise.

Na contramão do governo, que contra a ciência, somos pela ciência, as escolas ao invés de reabrirem de forma irracional devem ter como prioridade a reconversão total de sua infraestrutura e recursos para o combate e prevenção da COVID – 19, para isso os estudantes e trabalhadores que devem decidir, em conjunto, a partir de casa local de trabalho e ensino, como sua própria escola pode se dispor nesse sentido.

A reabertura não só das escolas mas de todos os setores de comércio e serviços deveriam estar diretamente ligados às produções científicas das universidades e escolas, além de ser pensada e organizada pelos sindicatos e trabalhadores de cada setor.

Para isso é latente a necessidade de uma frente única de trabalhadores e trabalhadores que seguindo o exemplo do breque dos apps e o protesto das enfermeiras no último 1 de julho é fundamental. Para conformar essa unidade da classe trabalhadora é necessário que as centrais sindicais como a CUT e a CTB saiam de suas quarentenas para auxiliar os sindicatos e cercar de solidariedade os professores tanto da rede pública ou privada, além de todos os profissionais da educação para também combater Crivella, Bolsonaro, Mourão e os militares.

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