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Domingo 20 de Septiembre de 2020
21:31 hs.

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JUVENTUDE PRECARIZADA
Veja paralisação e as ações dos entregadores que vivem em distintas cidades na Argentina
Redação

Nesta quarta-feira está ocorrendo a paralisação internacional dos entregadores de App. Assim começou a jornada em Buenos Aires, Rosario, La Plata e outras cidades argentinas. Com forte impacto das mobilizações do Brasil.

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Desde a manhã desta quarta-feira está acontecendo a paralisação internacional dos trabalhadores de aplicativos. A movimentação foi impulsionada pelos entregadores do Brasil, que estão levando adiante paralisações e mobilizações em São Paulo, Minas Gerais e várias cidades vizinhas. Nesta jornada de luta se somou entregadores da Argentina, Chile, Costa Rica, México, Venezuela, Guatemala e Equador.

Enquanto se desenvolve a crise sanitária e as medidas de isolamento, o trabalho de milhares de entregadores de muitos países passou a ser parte dos serviços essenciais. Este aumento do uso dos aplicativos de entrega, como Glovo, Uber Eats ou Rappi, foi acompanhado de medidas de maior exploração e precarização aos seus trabalhadores, em sua maioria jovens.

Na Argentina, na medida que se preparou as assembleias virtuais entre os trabalhadores de distintos países, se debateu na Assembleia Nacional de Trabalhadores de Aplicativos, onde participaram entregadores independentes e de diversas agrupações, como a Rede de Trabalhadores Precarizados e Informais.

Uma das primeiras paralisações desta manhã foi uma concentração em Obelisco, onde as e os entregadores expuseram suas reivindicações. Se via empilhadas as mochilas da Globo, Rappi e Pedidos Ya, uma das formas de protestos que se tornou uma tradição.

As imagens que chegam desde o Brasil eram compartilhadas nas listas de quem estava pedalando todo o dia em péssimas condições, arriscando suas vidas como confirmam 5 mortes de entregadores desde o começo da pandemia.

Logo se seguiu a mobilização até a Legislatura Portenha, onde as e os entregadores iam rechaçar o projeto do Governo Portenho. Este projeto, como denunciou a legisladora Myrian Bregman (dirigente do Partido dos Trabalhados Socialistas, organização irmã do MRT), pretende legalizar o modelo de trabalho totalmente fraudulento e precário, fazendo passar a regulamentação mais precária das condições de trabalho como parte de uma reforma do código de transito portenho. A assembleia de entregadores votou enviar uma carta aos legisladores de todos os blocos políticos da cidade de Buenos Aires para que rechacem esta lei, escutem sua voz e seu pedido. Myriam Bregman colocou sua bancada à disposição de que está mensagem chegue até a câmara, como parte das bancadas da Frente de Izquierda e dos Trabalhadores Unidad que também participam Alejandrina Barry e Gabriel Solano.

O Izquierda Diario Argentino também entrevistou em seu programa Damián e Laura, trabalhadores da Rappi que também formam parte da Rede de Trabalhadores Precarizados e Informais.

A jornada de luta está sendo realizada em distintas províncias, entre elas Córdoba, onde a Assembleia de Entregadores se concentrará em Patio Olmos.

Também ocorre em La Plata e Santa Fe, onde a Rede de Precarizados impulsiona a jornada junto com outros entregadores.

 
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