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Lunes 18 de Noviembre de 2019
03:26 hs.

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Repressão ao ato em BH
Ato de mulheres em BH é reprimido pela polícia de Pimentel (PT)
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O ato de Belo Horizonte, que aconteceu depois do ocorrido no Rio de Janeiro e em São Paulo, foi o primeiro no país a ser reprimido pela polícia. A truculência da polícia mineira tem o aval do governador Fernando Pimentel, do PT, e é mais uma expressão do caráter machista, racista e anti popular da polícia mineira.

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Após descer da Praça da Liberdade até a Afonso Pena, quase chegando na Praça Sete, a Polícia Militar de Fernando Pimentel, governador do PT de Minas Gerais, agrediu e apontou armas para os manifestantes, em grande maioria mulheres. Duas pessoas foram presas, Andressa e Douglas, marcando a única repressão policial no país nos atos contra a PL 5069 e pelo direito ao aborto.

A ação mostra o caráter machista e racista da polícia mineira. Dos manifestantes presos um era um jovem negro e a outra uma mulher, esta que foi presa após ser agredida por vários policiais homens. Com os bastões de madeira e armas em punho, os policiais agrediram e ameaçaram outras manifestantes que protestavam contra a repressão.

Os jovens presos foram brutalmente jogados na viatura, onde ficaram por longo tempo até serem levados para 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil, no bairro Floresta. Os manifestantes no ato protestaram contra a repressão com palavras de ordem “polícia machista fora já”, “que vergonha deve ser, reprimir lutadora, pra ter o que comer” e “essa é a polícia, só protege quem tem conta na Suíca”, e ocuparam uma via da Afonso Pena até seguirem em ato até a delegacia.

A truculência inerente à polícia é a mesma que reprime a juventude que luta contra o aumento das passagens, os moradores das ocupações urbanas e toda a juventude pobre e negra que segue sendo o alvo privilegiado da violência da polícia machista e racista mineira.

Os presos foram levados para o Juizado Criminal Especial, onde tiveram que assinar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e foram liberados cerca das duas horas da madrugada.

Entrevistamos Flavia Vale, dirigente do MRT e do grupo de Mulheres Pão e Rosas, que seguiu do ato à delegacia pela liberdade dos presos:

“A polícia agiu como sempre: com truculência e guiada por seu caráter machista, anti popular e racista. O PL que protestamos contra diz que as mulheres vítimas de estupro deverão comprovar a violência na delegacia para então seguir os procedimentos nos casos em que a mulher define pelo aborto. Trata-se de mais uma violência contra as mulheres uma vez que a polícia é machista e em grande parte dos casos culpabiliza as mulheres pelas agressões sofridas.

A polícia de Pimentel que reprimiu as mulheres que protestam por seus direitos é parte do mesmo aparato repressivo que em 2013 foi fortalecido pela Força de Segurança Nacional de Dilma para reprimir a juventude nas ruas, deixando dois jovens mortos nas manifestações. Chega de repressão! Fernando Pimentel é responsável por mais essa violência policial, agora contra as mulheres.”

Fotos: Danilo Nascimento

 
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