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Sábado 28 de Noviembre de 2020
03:05 hs.

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DIA DO TRABALHADOR
FHC, Marina Silva e Ciro Gomes: defensores do autoritarismo judiciário no ato da CUT e CTB
Redação

As centrais sindicais promoveram nessa sexta feira, do do trabalhador, uma live ato com o lema: “Saúde, Emprego, Renda: um novo mundo é possível com solidariedade”. Não bastasse uma consigna que nem expressa o Fora Bolsonaro, convidaram figuras reacionárias, apoiadores do golpe institucional, como FHC, Marina Silva e da Lava-Jato, incluindo aí o coronel Ciro Gomes.

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Fernando Henrique Cardoso o tucano que representa uma das forças políticas da direita mais históricas do regime atual no país, foi um dos convidados desse ato unificado chamado pelas centrais. Em sua fala expressa a enorme demagogia de quem reconhece a falta de renda que assola o país em tempos de pandemia, mas sua história é marcada por é marcada pela consolidação agressiva da ofensiva neoliberal no país.

No seu governo criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que aprofundou a subordinação do país ao pagamento da dívida publica, fonte incessante de lucro aos grandes bancos internacionais. Vale lembrar, uma política que continuou e aprofundou nos anos do lulismo. Foi chefe da ofensiva privatistas, cortes na educação e saúde da população, ou seja, é um dos grandes responsáveis sucateamento do SUS pelas quais hoje os trabalhadores pagam com suas vidas. Foi protagonista do uso do Exército para reprimir petroleiros em greve em 1995 contra a privatização da empresa.

Em sua fala, defendeu uma união para construir um futuro... que futuro senhores como esse são capazes de nos oferecer, que já não ofereceram? Fome, desemprego, miséria, reformas, acordos. Em nome de uma "frente democrática", as centrais sindicais comandadas pelo PT e PCdoB dizem aos trabalhadores para se aliar com um defensor do golpe institucional de 2016 e da Lava-Jato (ainda que depois tenha se colocado contra seus "excessos").

Já Ciro Gomes (PDT), um coronel cearense e neoliberal não assumido, discursa em torno de uma pais que já vinha desgastado e defende um plano de desenvolvimento que dentro do seu discurso enaltece a possibilidade de um capitalismo humano. Não podemos esquecer que Ciro Gomes foi um dos apoiadores das reformas anti-operárias e medidas aprovadas no país nos últimos tempos, como a trabalhista e da previdência. Foi um entusiasta apoiador da operação Lava-Jato, tendo defendido a prisão arbitrária de Lula.

Marina Silva (REDE), fez uma fala propondo união em defesa da vida, proteção aos direito e democracia. Parede até piada, mas não é. Marina que se apropria da luta das mulheres de forma eleitoreira, é contra a legalização do aborto, ou seja, a favor do aborto clandestino e da morte de milhares de mulheres. Ela ainda fala em união pelos direitos e democracia, mas foi apoiadora do golpe institucional e da Lava-Jato, e defensora das reformas anti-operárias que hoje nos fazem sentir com mais força ainda a perda desses direitos conquistados com a nossa luta.

É um absurdo que as maiores centrais sindicais do país, como a CUT e a CTB, convidem essas pessoas a falar no dia do trabalhador, é escandaloso que nesse dia deem voz a golpistas reacionários, à direita, ao invés de dar voz aos trabalhadores. Junto a outras figuras asquerosas como Witzel, Dória e Alcolumbre esse convite é a concretização trágica da estratégia eleitoral e da política de frente ampla dessas direções, com PT e PCdoB se planejando para 2022, sem nenhuma resposta de fundo para a crise capitalista ou a pandemia.

Essas centrais que deveriam dirigir nacionalmente a luta da classe trabalhadora, mais uma vez mostra que na verdade sua burocracia batalha para continuar negociando com governos e patrões, rifando nossas vidas em prol dos seus privilégios. Propondo uma união em torno dos interesses da burguesia e da manutenção dessa sistema, que só nos traz exploração e miséria.

Por isso nós do MRT e do Esquerda Diário, participamos do ato independe e classista que ocorreu nessa manhã com a consigna Fora Bolsonaro, Mourão e Militares. Por uma saída dos trabalhadores que através da luta imponha uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que possamos mudar e jogo e decidir sobre nossas próprias vidas. Participamos ainda do ato internacionalista da Fração Trotskista, onde por todo mundo expressamos a luta da classe trabalhadora e seu caráter internacional contra o capitalismo.

 
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